Estabilidade ou incerteza: o que se afigura para a China no novo ano?


O desempenho da China em 2015 faz dividir a opinião das gestoras nacionais. Nunca é demais recordar que o tão falado hard landing chinês voltou a ser tema de conversa no ano passado, mas algumas casas de investimento apressaram-se a negar que o abrandamento da China fosse efetivo.

Nos outlooks que traçaram para o novo ano, há entidades para quem o país tem condições para entrar no trilho do crescimento, enquanto outras falam de uma incerteza quanto à performance da potência, que, eventualmente, se traduzirá no seu abrandamento.

Estímulos do Governo: determinantes

A transição para um modelo económico mais assente no consumo, dizem ser um dos caminhos que a China vai continuar a adoptar. No entanto, como referiu o Santander AM Portugal “a evolução macro em 2015 vai depender dos estímulos pontuais implementados pelo Governo”, o que justifica alguma dúvida quanto ao futuro do país em 2015. Para a entidade, “a estratégia do Governo de rebalanceamento económico de exportadora líquida para uma economia baseada no consumo interno, continuará a abrandar o nível de crescimento do PIB”.

Por seu lado a F&C Portugal fala de uma eventual “estabilidade” para a China em 2015. A gestora prevê que o país registe um crescimento económico médio de cerca de 7% em 2015, e realça que a cooperação institucional entre o Banco da República Popular da China e o governo central é vincada, “pelo que os mecanismos de compensação entre medidas monetárias e iniciativas orçamentais, continuarão a manter a economia em estabilidade e a corrigir desequilíbrios emergentes”.

Quanto ao crescimento do país em 2015 também a equipa portuguesa de banca privada do Credit Suisse indicade um valor muito próximo dos 7% (6,9%), pelo menos enquanto “o PBOC mantiver a sua política de alargamento das bandas de variação do yuan, permitindo uma eventual desvalorização do mesmo, para contrapor o arrefecimento da economia doméstica”.

Ainda que algumas casas entendam que uma maior desaceleração da China possa ser um factor de risco, outras por seu lado, como a Dunas Capital, reforçam que o  país, tal como Japão, “fazem parte do universo core de investimento”.

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