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ESMA publica relatório sobre tendências, riscos e vulnerabilidades


A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) disponibilizou o primeiro relatório sobre as tendências, riscos e vulnerabilidades, nos mercados financeiros da União Europeia (UE).

No documento, com 35 páginas, são abordadas as tendências nos mercados de valores mobiliários – como os de obrigações empresariais e soberanas, de derivados, monetários, matérias-primas, entre outros, assim como os ‘ratings’ de crédito e o ‘shadow banking’ -, nos investidores – nomeadamente indústria de fundos e investidores de retalho -, e nas infraestruturas de mercado (plataformas de negociação centrais de contraparte). Quanto aos riscos são abordados os de liquidez, de mercado, de contagio e de crédito, enquanto no capítulo das vulnerabilidades são mencionadas as preocupações colaterais nos mercados financeiros – uma perspectiva europeia, assim como as implicações sistémicas dos ‘hedge funds’ e das corretoras.

Analisando a realidade em 2012, é referido no sumário do relatório que as condições nos mercados de valores mobiliários e no investimento na UE “melhoraram, especialmente na segunda metade do ano”, tendo o risco sistémico nos mercados recuado no quarto trimestre. Às melhorias verificadas é associado o anúncio pelo BCE do programa OMT (‘outright monetary transactions') no início de Agosto, o que “aliviou as pressões nos mercados de obrigações de dívida soberana da zona euro e reduziu a incerteza entre os participantes do mercado”.

Apesar desta evolução, a ESMA sublinha que os indicadores de risco “permaneceram em níveis elevados devido, entre outros factores, “à contínua crise europeia da dívida soberana e bancária, ao agrupamento do mercado, ou seja, um grupo de países com ‘high yields’ e outro grupo de países com, comparativamente, ‘yields’ muito baixas, risco de financiamento, entre outros.

As perspectivas quanto aos riscos futuros, é destacado no mesmo documento, “indica que irão permanecer elevados, em particular com a expectativa de um aumento do risco de crédito, devido à concentração da dívida bancária e soberana em títulos com prémio de risco elevado e maturidades curtas”.

De futuro, os relatórios da ESMA sobre tendências, riscos e vulnerabilidades serão publicados numa base semestral, fazendo parte do trabalho de constante monitorização realizado por aquela entidade.

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