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"Entre dois fundos em que historicamente um deles se destaca ano após ano, a questão da fiscalidade ficará para segundo plano"


Até que ponto se sentem condicionados pelos diferentes regimes fiscais dos fundos portugueses e dos fundos estrangeiros que distribuem?

É uma matéria algo delicada já que a diferente tributação não permite uma comparação direta entre a performance de fundos nacionais e estrangeiros. A partir do momento em que o investidor final esteja conhecedor dos distintos regimes, não existe qualquer questão nem o próprio Banco Best faz qualquer discriminação… podemos promover qualquer tipo de fundo de investimento. Olhando para a indústria de fundos, verificamos que as referências nos fundos são Luxemburgo e Irlanda e que ambas promovem fundos de investimento que deixam a tributação para a esfera do investidor, ao contrário do que acontece em Portugal onde é o próprio fundo que faz as retenções. Deste ponto de vista, caso queiram apostar na internacionalização e captar investidores internacionais, pensamos que será uma desvantagem dos fundos nacionais terem a atual tributação… talvez por isso algumas gestoras nacionais tenham réplicas dos seus fundos baseados no Luxemburgo.

Desenvolvem algum tipo de estratégia para colmatar essa situação?

Não desenvolvemos nenhuma estratégia em particular, a não ser informar os clientes para que estes estejam cientes das diferenças, dado que não é possível dizer qual o regime mais vantajoso “a priori”.

Sentem que para o investidor há uma clara diferença, na hora de escolher o fundo, de pagar ou não o imposto sobre mais-valias no momento de resgate e, assim, de optar por um fundo estrangeiro ou português?

O enquadramento fiscal dos fundos de investimento estrangeiro está na categoria dos rendimentos (rendimento positivo quando o valor resgatado é superior ao subscrito) e não na categoria de mais valias. Assim, o imposto retido é “imposto sobre rendimentos” e não “imposto sobre mais-valias”. Um investidor que “acabe de chegar ao mundo dos fundos de investimento”, pode não ter ainda conhecimentos sobre a diferença de fiscalidade, mas um investidor que olhe para este tipo de investimentos há algum tempo, já está por norma informado. Os investidores procuram essencialmente excelência de gestão e performance e bons temas de investimento, pelo que entre dois fundos em que historicamente um deles se destaca ano após ano, a questão da fiscalidade ficará para segundo plano.

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