Entrámos num período de revalorização do dólar?


Prever o movimento das moedas é muito difícil, mas a partir da perspetiva económica, não deveria surpreender que o dólar se tenha apreciado ao longo dos últimos anos. Existem vários factores que estão a empurrar a moeda para cima: o crescimento mais forte dos EUA em relação a outras regiões, a política monetária da FED que tenderá a endurecer e ainda a independência energética do país como resultado da produção de gás, são, como explicaram os especialistas da J.P.Morgam Asset Management no último relatório da entidade, alguns dos factores que estão a impulsionar a cotação da moeda. Podemos pensar que estamos num período de revalorização do dólar?

Para Stephanie Flanders, estratega-chefe para a Europa da gestora, terá de se esperar para confirmar essa situação. “Parece claro que existem motivos suficientes para esperar que o dólar continue a apreciar-se nos próximos meses. No entanto, deve manter-se a perspetiva sobre os últimos acontecimentos. O tamanho e a duração dos últimos movimentos são relativamente mais pequenos do ponto de vista histórico (gráfico 1). Não é raro que um ciclo de apreciação (ou de depreciação) dure vários anos e provoque oscilações de 20-30% sobre o dólar, por isso temos de esperar para confirmar se nos encontramos num novo período de revalorização do dólar”.

 

O “smile” que aparece no gráfico 2 mostra que o dólar tende a comportar-se melhor tanto em ambientes de forte crescimento onde os investidores optam por ativos norte-americanos como em ambientes de baixo crescimento mundial em que a aversão ao risco leva à venda de valores estrangeiro e impulsa a procura por obrigações do tesouro norte-americano. “Esperamos estar no primeiro ambiente e não no segundo, mas num mundo que está sujeito a pressões deflacionistas persistentes e generalizadas, existe um risco muito real de que ocorra o cenário mais negativo”, assinalam desde da entidade.

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