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“Em Portugal, tanto os seletores de fundos, como os investidores são muito sofisticados”


A Fidelity Worldwide Investments foi uma das gestoras que saiu de “prémio na mão”, na cerimónia levada a cabo pela Morningstar. A entidade arrecadou o galardão de melhor sociedade gestora estrangeira global, mas viu o seu mérito reconhecido também com a gestão do fundo Fidelity Emerging Markets, vencedor na categoria de melhor fundo estrangeiro de ações de mercados emergentes.

Por esta ocasião, em visita a Portugal, Sebastian Velasco, diretor da Fidelity para Ibéria, reiterou à Funds People o compromisso que une a gestora ao nosso país. “Há quinze anos que trabalhamos com clientes portugueses. Começámos no segmento institucional, em 1999, e há quase 10 anos que iniciámos o trabalho com distribuidores para chegar ao cliente final”. Uma relação apelidada pelo profissional como sendo de “muita história”, e que ganha importância por dois motivos.

Sofisticação e potencial do mercado 

Em primeiro lugar porque “tanto os seletores de fundos, como os investidores com quem a gestora trabalha são muito sofisticados, e isso ajuda-nos a melhorar a forma como nos aproximamos, não só a este mercado, mas também a outros”, refere. O segundo motivo prende-se com o potencial do mercado português. “Há uma grande oportunidade para os fundos de investimento, e mais especificamente para aqueles produtos que ajudam a diversificar os investimentos dos portugueses em regiões diferentes”, indica Velasco.  

No atual posicionamento da Fidelity em Portugal, o diretor para Ibéria realça a grande diversificação dos ativos no nosso país. “60% do investimento em fundos da Fidelity é dirigido a fundos de obrigações e mistos”. No seguimento, o profissional destaca que os best-sellers da entidade em Portugal são o Fidelity European High yield, o Fidelity Iberia e o  Fidelity America Fund. 

O peso das gestoras internacionais

Realçando o conservadorismo dos investidores portugueses, Sebastian Velasco entende contudo que as somas de investimento entre o período de crise não sofreram muitas alterações. “Quando analisamos a “fotografia” de 2008 a 2014, os valores não são assim tão diferentes, embora haja uma diminuição da exposição a ações portuguesas e ao mercado europeu, em geral. Isto em favor dos fundos globais. Todavia, também os fundos de ações norte-americanas e asiáticas despertaram interesse entre os investidores”. Desta forma, o responsável da gestora considera que “o investidor português está a procurar rentabilidade em destinos mais longínquos, e sobre os quais tem menos conhecimento”. Além disso, o regresso da Europa como destino de investimento nos tempos mais recentes reflecte, no entender do director da Fidelity, a maturidade do próprio investidor que reconhece os focos da recuperação económica. Outro ponto forte sublinhado no que refere ao investimento em geografias mais distantes é "o know-how fornecido pelas gestoras internacionais, levando assim a que as opções dos investidores portugueses, neste segmento, passem mais por produtos de casas de investimento estrangeiras do que domésticas”, diz. 

Oportunidades futuras e compromisso

O interesse da Fidelity em Portugal passa por diferentes áreas de negócio. Se por um lado a gestora vê oportunidades de crescimento na área dos fundos de pensões de empresas e de individuais, por outro espera que nos próximos tempos se dê a migração de recursos dos depósitos para os fundos de investimento, por parte de alguns investidores.

Em conclusão, o especialista destacou ainda três funções que são cada vez mais exigidas pelo cliente à gestora no mercado português. “Que sejamos capazes de atrair ideias de investimento que se adaptem aos investidores num determinado momento de mercado”; “o requisito de fornecer informação de qualidade” e, por fim, “ter acesso aos gestores dos fundos e poder falar diretamente com eles”. 

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