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Edmond de Rothschild oferece aos investidores brasileiros outra forma de investir nas empresas europeias


Em julho desde ano, a brasileira BBM Investimentos e o Group Edmond de Rothschild (EDR), grupo especializado em banca privada e na gestão de ativos, assinaram um acordo que inclui o lançamento de dois produtos brasileiros e subordinados ao fundo Edmond de Rothschild Europe Synergy, que também existe no mercado chileno. A Funds People Latam aproveitou a visita do gestor do fundo, Oliver Huet, para conhecer o gestor, o produto e essencialmente a sua estratégia.

O fundo oferece uma forma diferentes de analisar as oportunidades no mercado de ações na Europa. Investe em ações que podem captar os rendimentos do mercado, independentemente da situação económica do país e que tenham uma diversificação interessante quanto à origem dos seus rendimentos. O grande ponto diferenciador é que a seleção é feita com base em dois motores complementares de desempenho: Empresas que estão envolvidas em fusões e aquisições e companhias em processo de reestruturação.

No primeiro aspeto, o gestor do fundo escolhe as empresas de qualidade que são atrativas e que podem ser objeto de aquisição, como é o caso da Shire ou da United Utililites. Quanto às empresas em processo de reestruturação, a gestora especifica que não se tratam de empresas que estão em apuros, mas sim companhias que estão baratas e que estão em processo de solucionar um determinado problema, como por exemplo a ING.

Desta forma, a nossa estratégia de stock picking e análise fundamental permite que o investidor não perca oportunidades que poderia oferecer o MSCI, já que o nosso fundo também investe em empresas de qualidade”, explica o gestor.

Estratégia de investimento do fundo

Esta definição do produto poderá gerar algumas perguntas: É um bom momento para investir neste tipo de empresas? Interessa ao investidor latino-americano?

Os investidor latino-americanos que investem atualmente nos Estados Unidos vão começar a querer diversificar os seus investimentos nos próximos meses. Nesse sento, a Europa parece uma aposta mais clara que os emergentes, por exemplo, devido a algumas razões, como é o caso das valorizações baixas”, explica. O gestor também observa que os “investidores da América Latina e dos EUA são mais positivos em relação à Europa do que os próprios europeus.”

Em relação à segunda questão, o especialista indica que o “ciclo de M&A na Europa está a ganhar velocidade” com um aumento de 19% nos últimos três trimestres. Embora seja certo que não se esperam grandes operações, excepto, talvez, no sector das telecomunicações, “devemos ter um bom ano de 2014 ou pelo menos na primeira parte do ano, continuando ao ritmo registado durante 2013”.  O gestor também índice que o mercado está pronto para novas saídas bolsistas. “Há um grande apetite por novas histórias e bastante liquidez nos mercados”, comenta.

A diferença para os outros produtos que investem rem ações europa é que o EDR não constrói a sua carteira com base num  benchmark. “O que fazemos é considerar aquelas empresas que não dependem demasiado da Europa e que têm subsidiarias no mundo”. É por isso que não é difícil ter uma exposiçãoo de 22% no sector industrial, em comparação com os 11,6% do MSCI Europe DNR, ou investir 12,7% no sector financeiro da europa, em comparação com os 22% do índice.

Atualmente, o seu mercado favorito é o Reino Unido, onde tem uma exposição acima de 40% da sua carteira. Isto é porque as empresas inglesas têm uma exposição atrativa a outros mercados, enquanto que as empresas espanholas, por exemplo, preferem apostar dentro do seu próprio país e ter no máximo uma subsidiaria no exterior. Além disso, apesar do fundo poder deter empresas de qualquer capitalização, tem mais interesse em empresas entre 2.500 e 10.000 milhões de euros.

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