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E o vencedor é...


2016 não foi dos melhores anos para os mercados financeiros nacionais. Por exemplo, o principal índice de referência nacional – o PSI20 – registou uma desvalorização de 11,9% no decorrer do ano passado, mesmo com uma subida de 5% no último mês do ano.

A nível mundial, por exemplo, o MSCI World cresceu 8,45% ao longo do ano passado, enquanto o MSCI Europe caiu 0,5%. A nível de países, o MSCI Portugal valorizou cerca de 3,5% com o destaque na Europa a ir para o MSCI Norway que cresceu mais de 13,63%. Todas estas rendibilidades são em euros.

A nível dos mercados emergentes, o MSCI Emerging Markets valorizou quase 12%, com o maior destaque a ir para o Brasil, com o índice MSCI correspondente a crescer mais de 66%. E foi este país, precisamente, que se destacou entre os fundos mobiliários que são geridos por entidades nacionais.

O fundo que maior rendibilidade gerou, em euros, ao longo de 2016 foi o BPI Brasil Valor. Gerido pela BPI Gestão de Activos, o fundo registou uma valorização de 73,61%, segundo os dados publicados pela Morningstar através da sua plataforma online. O fundo gere um património de quase dois milhões de euros e tem como principais investimentos no seu portefólio ações preferenciais do Banco Bradesco, seguido das cotadas Petrobras e Centrais Elétricas Brasileiras.

BPI Gestão de Activos na linha da frente

Além de ter o fundo com maior rendibilidade ao longo do ano passado, a BPI Gestão de Activos gere, também, o segundo e o terceiro produtos que mais se destacaram. Com ganhos de 57,21% vem o BPI Brasil. Com mais de 30 milhões de euros em património, o fundo tem como principais posições títulos de dívida soberana do país agora liderado por Michel Temer.

A fechar o pódio vem o BPI Metais Preciosos. Com cerca de 4 milhões de euros, o fundo atingiu ganhos de 33,28% ao longo de 2016. Trata-se de um fundo fechado que tinha, no final do ano passado, o seu maior investimento realizado no fundo Bakersteel Global Precious Metals S USD.

Tal como os dois fundos com melhor performance em 2016, também o quarto investe no mercado “canarinho”. Trata-se do Dunas Banco BIC Brasil, da Dunas Capital, que registou ganhos de 22,92% no decorrer do ano passado. O maior investimento em carteira, no final de novembro, era realizado em dívida pública brasileira, seguido de um ETF gerido pela iShares, no caso o iShares  MSCI Brazil Capped.

A fechar o top cinco vem mais um fundo da BPI Gestão de Activos. Trata-se do BPI Reestruturações que registou uma valorização em 2016 de 19,50%. Com mais de 25 milhões de euros em património, o produto tem como principais investimentos ações das cotadas Alphabet,  Johnson & Johnson e ainda da Goldman Sachs.

Os fundos com ganhos superiores a 10% em 2016

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Fonte: Morningstar no final do ano passado.

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