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“É difícil prever o que pode acontecer de melhor aos EUA neste momento”


Como lhe demos a conhecer aqui, o Deutsche Deutsche Invest I Top Dividend prima por ser um fundo de ações que é gerido da forma mais defensiva possível. Em entrevista à Funds People, Peter Steffen, senior portfolio manager da Deutsche Asset & Wealth Management, reiterou precisamente que “as ações que compõem a carteira do produto são de alta qualidade e muito adequadas para clientes adversos ao risco”. 

Nesta lógica de atitude defensiva, o mercado norte-americano configura-se como uma geografia favorável na hora de se fazer a alocação de ativos do produto. Com mais de 30% da carteira investida em ativos desta região, Peter Steffen considera que os EUA “numa perspectiva macroeconómica são provavelmente uma das geografias que estão em melhor forma atualmente”. Referindo-se ao forte crescimento económico pelo qual passa o país, o especialista não deixa de enunciar “a recuperação da manufactura”, mas também “a descida significativa da taxa de desemprego”. 

Aproveitar o boom energético nos EUA

Ainda que na carteira do fundo não seja contemplado o investimento direto em empresas de gás de xisto, o boom energético que o mercado norte-americano enfrenta é assinalado. “O Estados Unidos são uma economia muito ligada ao consumo e, por isso, esta tendência tem ajudado a fortalecer o dólar”, considera. “É muito difícil para nós investir nessas pequenas empresas porque não pagam dividendos, e porque reinvestem todo o seu lucro na produção. Investimos sim em grandes empresas que estão a beneficiar indirectamente desta boa fase energética. Investimos por exemplo em pequenas empresas de gasodutos, nas quais vemos grandes perspectivas de crescimento, já que o gás e o óleo precisam de ser transportados”. Reiterando a boa fase que se vive por terras de Uncle Sam, o sénior portfolio manager do Deutsche AWM entende que “é difícil prever o que pode acontecer de melhor aos EUA neste momento”, resume. 

Europa: ser paciente

Relativamente à Zona Euro, as medidas anunciadas por Mario Draghi serão “positivas para os bancos e para as empresas, porque se existir confiança os custos do financiamento estarão disponíveis em boas condições”. Com a capacidade crescente de emprestar por parte dos bancos o especialista acredita que muitas das empresas serão ajudadas. “Assistimos a essa situação nos EUA, com políticas monetárias mais agressivas. Quando o primeiro Quantitative Easing teve lugar no país, não vimos efeitos continuados na economia real, mas sim nos mercados financeiros. Demorou cerca de 3 a 4 anos para que se assistisse a uma recuperação das empresas. Por isso é necessária alguma paciência na Europa”. 

Com este cenário europeu em cima da mesa, do Deutsche AWM é realçado um maior interesse em ações europeias, porque “as avaliações estão baixas, ao contrário do que acontece nos EUA”. 

Investir nos emergentes indiretamente

O Deutsche Deutsche Invest I Top Dividend não apresenta exposição direta a mercados emergentes, mas, ainda assim, investe em alguns países mais desenvolvidos dentro deste universo, como é o caso da Tailândia ou da Coreia. “A nossa exposição a mercados emergentes é indirecta através de muitas empresas de consumo que têm entre 30% a 40% do seu negócio em mercados como a Índia ou a China”, indica. “Nos mercados emergentes é difícil encontrar empresas com as características que nós mais apreciamos. Muitas delas têm balanços pesados e não apresentam perfis de liquidez atractivos”, concluiu. 

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