DWS e as estratégias de smart beta


O Deustsch Asset & Wealth Management organizou nos passados dias 6 e 7 de novembro, em Madrid e em Lisboa, uma apresentação sobre as estratégias sistemáticas de smart beta implantadas em formato de fundo de investimento UCIT IV e disponíveis através da gestoras DB Platinum SICAV.

Nos últimos anos tem havido uma tendência crescente para as diferentes estratégias chamadas "smart beta ou alternative beta", que estão associadas  a diferentes formas de ponderar os valores com base em certos estilos e factores de investimento como o tamanho, o value, o momentum, os rácios fundamentais, os prémios de risco, a volatilidade mínima, entre outros.

Os números globais marcam um forte crescimento destas estratégias em 20% no último ano, alcançando o montante global de 340 mil milhões de euros, dos quais 66 mil milhões são europeus. Se olharmos para os números conhecidos no primeiro semestre, nos EUA 40% das entradas de dinheiro em gestão passiva foram através de estratégias de smart beta, destacando o value, dividendos e baixa volatilidade.

O objetivo deste evento realizado pela DWS foi o de aprofundar as diferentes estratégias de gestão sistemática que são uma alternativa para bater os índices que são baseados na capitalização bolsista. A simples estratégia de replicar um índice MSCI World ou mesmo o S&P500, mas com base numa atribuição equiponderada dos seus constituintes em vez da capitalização bolsista, produziu um melhor retorno ajustado ao risco nos últimos 10 anos.

Entre os temas que se abordaram, explicaram-se duas estratégias smart beta implementadas em diferentes ângulos de investimentos: um fundamental e ou quantitativo.

Sobre o Fundamental, falou-se da seleção de ações subvalorizadas baseadas no rácio CROCI (Cash Retur non Capital Invested). Este rácio foi desenvolvido em 1996 pela Deustsche Bank Global Equity Valuation Group e emprega um processo rigoroso de valorização económica nas empresas, fazendo os ajustes necessários nos balanços para calcular o P/E Económico e eliminar as informações imprecisas que por exemplo o P/E contabilístico mostra e que podem levar a decisões erradas de investimento.

No processo de investimento baseado na seleção equiponderada de ações pelo CROCI, destaca-se a sua consistência nos resultados e estes têm-se refletido no rating da morningstar, obtendo 5 estrelas (DB Platinum CROCI EUA , Euro CROCI , CROCI Setores e CROCI global) e 4 estrelas (DB Platinum CROCI Japão) para os institucionais.
O último tópico abordado foi o Equity Risk Premia, o novo paradigma utilizado em alocação de ativos para a construção de carteiras e a exposição a diferentes prémios de risco mediante instrumentos líquidos.

Depois da crise de 2008, os investidores têm revisto a forma de diversificar as suas carteiras e a  exposição intrínseca que tem diferentes riscos. Muitos incluíram obrigações e ações, ativos pouco correlacionados com estes tais como Hedge Funds, Private Equity, Commodities,  e Fundos Imobiliários. No entanto, durante a última crise, as correlações dos vários ativos com as ações foram muito altas, algo que não se observava à muitos anos e desde então continuam a ter uma elevada correlação. Recentemente, os investidores institucionais têm visto que a grande parte dos retornos dos gestores de Hedge Fund se explicam em grande medida pelos diferentes factores de risco nas ações e não é algo que deve pagar uma estrutura de comissões 2/20 quando se pode aceder e investir de forma sistemática a um custo muito menor.
 

Em 1992, os académicos Fama e Frence expandiram o CAPM a outras factores beta, como o value e o tamanho. A incorporação desses fatores de risco mostraram uma sólida explicação sobre os retornos de ações, sendo uma ferramenta útil para a medição da rentabilidade dos gestores de ativos como risco de toda a carteira

A equipa premiada de Quantitative Investment Strategies do Deutsche Bank falou sobre a forma de investir mais diversificada em 5 diferentes tipos de prémios de risco ou fatores de risco do capital (betas), tais como: value, momentum, low beta, volatilidade e qualidade. Além disso, observou-se os grandes beneficios que oferecem estes factores quando são implementados numa carteira aplicando a metodologia de Risk Parity.

A DWS apresentou, ainda, o primeiro fundo do mercado que investe de forma sistemática em diferentes fatores de risco das ações, com um objetivo de volatilidade de 6%, oferencendo liquidez diária aos investidores e disponível num formato UCIT IV. O fundo é o DB Platinum Equity Risk Premia Fund.

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