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Dois terços dos fundos de gestão ativa que investem na Zona Euro não conseguiram bater o índice nos últimos 5 anos


Um novo estudo realizado pela S&P Dow Jones Indices chegou para reavivar o debate entre a gestão ativa e gestão passiva. Mais especificamente, demonstra que dois em cada três fundos de gestão ativa que investem em ações da Zona Euro não conseguiram nos últimos cinco anos bater o índice de referência, neste caso o índice Dow Jones que cobre o mercado europeu, o Dow Jones Europe Total Stock Market Index.

Este mesmo estudo da Funds Europe mostra também que quatro em cada cinco fundos de ações norte-americanas e cerca de 88% dos fundos de ações emergentes também não conseguiram bater os seus índices correspondentes durante o mesmo período de tempo.

Estas evidências voltam a dar argumentos aos defensores da gestão passiva, que muitas vezes criticam os gestores ativos por estes não conseguirem resultados melhores do que o índice, enquanto que produtos como os fundos cotados são capazes de os igualar com uma estrutura de custos inferior.

No entanto, existe uma exceção: a comparação feita entre o índice S&P e os fundos de gestão ativa, assinala que os produtos de ações ingleses conseguiram bater consistentemente o índice a um, três e cinco anos. Em concreto, 86% dos fundos que investem no mercado britânico conseguiram resultados superiores ao índice Dow Jones do Reino Unido num período de cinco anos, e cerca de 90% dos fundos desta categoria bateram o índice durante um ano. Aye Soe e Tim Edwars, respetivamente diretor de análise e desenho de índices e diretor de estratégia de investimento em índices no S&P Dow Jones Indices, consideram que estes bons resultados dos gestores britânicos se podem devem às distintas ponderações aplicadas, subtraindo-se protagonismo às blue chips do indicador, que se comportaram pior do que as outras cotadas mais pequenas. 

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