Dois em um: rendimento e diversificação


Muito se tem falado de rendimento e da procura por ele ao longo do último ano. Com o cenário prolongado de baixas taxas de juro e a urgência de complemento das reformas ou mesmos dos salários, os fundos de investimento com distribuição de rendimentos começam a ganhar popularidade. Se a isto juntarmos um fundo que proporciona diversificação por si só com um risco moderado, chegamos ao JPM Global Income Fund. Este fundo, gerido por Michael Schoenhaut em conjunto com Talib Sheik, foi lançando em 2008 e procura através de um asset allocation ativo e muito diversificado as melhores fontes de rendimento.

Esta estratégia, que tem como objectivo a distribuição de capital através dos dividendos trimestrais, é uma das mais bem sucedidas da JP Morgan AM, sendo que no global dos quatro fundos existentes (EUA, Reino Unido, Hong Kong e Europa) os ativos sob gestão superam os 22 mil milhões de dólares.

O fundo domiciliado no Luxemburgo conta com mais de 7,2 mil milhões de euros sob gestão e recebeu pela Morningstar o rating 5 estrelas.

A quem se destina?

O fundo classificado de misto defensivo, mas com um risco moderado,  segundo a entidade, adapta-se a qualquer perfil de investimento. No entanto, é um produto mais favorável para as carteiras que por causa do seu perfil de risco, não queiram investir diretamente em ações, mas queiram sim obter rentabilidades mais elevadas do que as oferecidas pelas obrigações. Rob Worthington, client portfolio manager do JPM Global Income, admite mesmo que se trata de “um produto para aquele investidor que não quer estar preocupado com a evolução do mercado nem de quaisquer acontecimentos que o possam influenciar e que delega em especialistas a gestão do seu capital com a segurança que está sujeito a um nível de volatilidade ajustado ao risco assumido”.

Baixa correlação com benchmark

A equipa gestora do JPM Global Income tem total flexibilidade para identificar os ativos que paguem os rendimentos mais atrativos. Desta forma, a correlação com o benchmark é baixa, o que faz com que não prestem “demasiada atenção” a dados como o Alpha ou o Beta, já que existe uma baixa correlação com o índice de referência. Em carteira existem mais de 1.500 posições o que confere um grau de diversificação elevado e, igualmente, uma dissuasão do risco.

Flexibilidade acima de tudo

Relativamente ao processo de investimento, o fundo é desenhado para ser flexível ao nível da geografia, tipo de ativo e capitalização de mercado. Uma “elasticidade” que permite ao produto beneficiar das melhores oportunidades para gerar rendimentos atrativos de forma recorrente. A equipa gestora utiliza tanto uma análise top down por tipo de ativo, em que se analisa o potencial de cada ativo e a sua capacidade de gerar rendimentos, como uma análise bottom up, na qual as distintas equipas de especialistas analisam os valores e as emissões, com o objectivo de identificar os elementos mais apropriados para a carteira. “Este processo tem-se revelado eficaz e os gestores têm sido fiéis. Está é uma das fortes razões, depois da procura recorrente por rendimento que temos vindo a assistir e do cenário mundial e mais prolongado de baixas taxas de juro, que justifica o enorme crescimento patrimonial deste fundo desde o seu lançamento”, salientou Rob Worthington à Funds People. O client portfolio manager da JPMorgan AM reforçou ainda que o objectivo do fundo é encontrar as melhores fontes de rendimento a nível global e de uma forma diversificada tanto em ativos tradicionais (ações e obrigações) como não tradicionais (ações preferenciais, REITs e obrigações convertíveis).

No acumulado deste ano, o fundo apresenta uma rentabilidade de 5,87% (dados de final de maio). O fundo distribui trimestralmente, segundo dados da Morningstar, um rendimento a doze meses na ordem dos 4,60%.

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