Dinheiro dos ETFs sai dos EUA e Emergentes e entra na Europa e no Japão


O último relatório da BlackRock dá conta de que os ETPs a nível global registaram saídas  na ordem dos 9.7 mil milhões de dólares no mês de janeiro, impulsionados pelos resgates nas ações na ordem dos 10,8 mil milhões de dólares, divergindo assim das tendências de começos de anos anteriores.

Ainda assim, os investidores continuam a voltar-se para a indústria para executar de forma eficiente as suas visões de mercado durante aquele que foi um mês volátil para as ações. Em janeiro os pontos mais fortes nos fluxos aconteceram nas ações de mercados desenvolvidos fora dos EUA, que captaram cerca de 11,2 mil milhões de dólares.

Ao nível das ações de mercados emergentes foram registadas saídas na ordem dos 10 mil milhões de dólares, “num mês que foi ameaçado largamente por dois factores”. Um PMI de manufactura chinês mais baixo do que o esperado, de 49,6, e que assinalou a contração económica e confirmou alguns rumores persistentes da desaceleração da procura interna do país. A pressão adicional durante o mês de janeiro, por outro lado, veio do tapering que está em curso.

Segundo revela o relatório ETP Landscape da BlackRock os Estados Unidos sofreram saídas líquidas no valor de 12 mil milhões de dólares, reembolsos que afetaram principalmente o segmento de ações de grande capitalização (de 15,9 mil milhões de dólares). Estas saídas foram mitigadas pelos fluxos de entradas de 2,9 mil milhões de dólares em ETF sectoriais norte-americanos.

Pelo contrário, os produtos cotados de ações europeias registaram entradas de 4 mil milhões de dólares, impulsionados pelo PMI de janeiro para a Zona Euro, cujo resultado foi o mais positivo desde 2011. Os ETF de ações de mercados desenvolvidos em geral (excluindo os EUA) atraíram um investimento líquido de 3.700 milhões de dólares, enquanto a exposição a ações japonesas captaram outros 4 mil milhões de dólares.

A BlackRock considera que as preocupações em torno dos mercados emergentes e as valorizações e benefícios das empresas norte-americanas afetaram em grande medida os fluxos de investimento em janeiro. Tais preocupações também provocaram quedas nas bolsas de todo o mundo. A gestora vê como provável que a volatilidade se afaste de mínimos históricos e comece a crescer daqui para a frente. 

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