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Deutsche Invest I Top Dividend: um fundo de ações com abordagem defensiva


Pode dizer-se que são três os pilares essenciais em que se baseia a gestão do Deutsche Invest I Top Dividend: o dividend yield, o dividend growth e o dividend payout ratio. “Não estamos apenas à procura de um dividend yield atrativo que esteja acima da média de mercado. Estamos sim preocupados em obter um dividend yield que seja sustentável e que tenha algum crescimento”, começa por explicar Peter Steffen, senior portfolio manager da Deutsche Asset & Wealth Management.

Passo a passo

O processo de investimento do fundo registado no Luxemburgo e que conta atualmente com 2.936 milhões de euros sob gestão, é caracterizado pelo especialista como uma espécie de “subir de escadas”. “Em primeiro lugar fazemos um screening total do mercado, do qual obtemos uma lista de ações que consideramos mais ou menos atrativas”, elucida. No procedimento segue-se, em segundo lugar, uma análise fundamental que o profissional classifica como clássica. “Vamos analisar esses mesmos títulos que pareciam ser os mais atrativos ao nível das métricas quantitativas”, explica. “Por esta altura é importante saber se os números são fiáveis ou não, e se os dados irão provar a sua sustentabilidade”. Visitar as empresas e estar em contacto permanente com elas é outro dos pontos sublinhados por Peter Steffen. “Visitamos essas companhias e também representantes das mesmas vêm ter connosco a Frankfurt com alguma frequência. É uma dinâmica que faz parte do processo”, reitera.

“Apesar do dividend yield e o payout ratio terem de ser métricas atrativas, não olhamos apenas para esses dois indicadores. Não compramos somente as ações que tenham o dividend yield mais alto. Pode ser um pouco perigoso ter essa perspetiva”, refere, acrescentando que olham para atratividade das yields, mas não para o seu valor mais elevado. “O mais importante para nós é que a empresa seja capaz de pagar dividendos por um longo período, ao mesmo tempo que regista crescimento”, entende.

Jogar à defesa

Sendo um fundo com uma postura que Peter Steffen apelida de defensiva, o profissional compara a estratégia do Deutsche Invest I Top Dividend a um produto de obrigações. “Temos em carteira ações muito defensivas porque se pretende que seja um produto estável”, resume.

Somando 70 ações distintas no portfólio, na análise são excluídas empresas com uma capitalização bolsista abaixo dos 5 mil milhões de euros. Sublinha-se ainda uma baixa rotação da carteira para que se mantenha a estabilidade já referida.

Defensiva é também a alocação ao nível sectorial. “Na verdade temos vindo a fazer uma mudança em termos de alocação no portfólio precisamente para sectores mais defensivos, como é o caso das Telecoms, ou do sector financeiro”. No caso deste último, a maior aposta é, naturalmente, em ações também elas mais defensivas como as de empresas seguradoras. Por outro lado, reduzidas foram as posições em commodities e no sector industrial, também porque “as avaliações subiram”.

Atrativas, na perspetiva de Peter Steffen, tornaram-se as avaliações das empresas farmacêuticas. “Muitas das patentes desta área expiraram e as empresas têm vindo a encontrar novas fórmulas e novos medicamentos para determinadas doenças. Estas empresas têm entre 3% e 5% de dividend yield, sendo que algumas nem sequer têm dívida”.

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