Deutsche AWM entra no Médio Oriente com o primeiro ETF europeu de ações do Golfo Pérsico.


A Deutsche AWM prossegue com os seus esforços para inovar e chegar a novos mercados com os seus produtos de gestão passiva. Desta vez a grande novidade é o registo do primeiro ETF europeu que permite ao investidor ter exposição a ações de países do Golfo Pérsico, incluindo a Arábia Saudita.

Em concreto, o db x-trackers MSCI GCC Select Index UCITS ETF replica os mercados de ações de todos os Estados Árabes do Golfo Pérsico (Conselho de Cooperação do Golfo, GCC em inglês), como Bahrain, Qatar, Kuwait, Omã, Emiratos Árabes Unidos e Arábia Saudita; este último país representa 65% do total.

O ETF está registado na bolsa alemã. Replica o índice MSCI GCC Countries ex-Select Securities, baseado no MSCI GCC Countries Index2, mas exclui um pequeno número de ações devido às restrições para os investidores estrangeiros. O índice subjacente está ponderado segundo a capitalização do mercado e atualmente é composto por 82 ativos.

Para César Muro, especialista de investimento passiva da Deutsche AWM para Península Ibérica, “a possibilidade de oferecer exposiçãoo a ações dos países do Golfo Pérsico através de um ETF é um avanço importante do ponto de vista da oferta do produto e da construção de carteiras, já que Arábia Saudita é um mercado onde o investidor estrangeiro tem pouco acesso”.

De acordo com as últimas perspetivas económicas regionais do Fundo Monetário Internacional para o Médio Oriente e Ásia Central, os países exportadores de petróleo estão debaixo de pressão devido à recente queda dos preço do crude; no entanto, o FMI acredita que as reservas de capital dos Estados da GCC são suficientemente altas para evitar cortes excessivos nos gastos e limitar o crescimento. Por outro lado, os países da GCC são um importante sócio comercial da União Europeia e representam, aproximadamente, 4% do total das exportações da UE a países não-membros. Além disso, estes países beneficiam, também, e cada vez mais, da maior relação de comércio com a China e Índia e da alta procura energética do países asiáticos.

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