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Descubra o que colocariam os gestores no sapatinho dos investidores


Em véspera de começo da quadra natalícia, a Funds People foi saber o que colocariam os gestores portugueses no sapatinho dos investidores. As 10 entidades que acederam à “atribuição natalícia”, maioritariamente optaram por um presente que esteve “na moda” dos investimentos durante o ano de 2013: as ações. 

Joaquim Luiz Gomes, da Dunas Capital, foi mais específico, e apontou as ações europeias como a oferta ideal a colocar debaixo da árvore, “dado que as valorizações das acções europeias ainda apresentam múltiplos mais baixos do que os das acções norte-americanas”. Optando por um produto “da casa”, o administrador da Dunas Capital oferecia aos investidores o Fundo Dunas património (incometric). Na mesma lógica também no Popular Gestão de activos, Paulo Gonçalves, opta pela prenda “ações europeias”, já que estas “ainda apresentam múltiplos mais baixos do que os das acções norte-americanas”. A seguir a tendência, Fernando Castro Solla, do Espírito Santo Investment Bank também colocaria no sapatinho do investidor ações com maior enfoque “na periferia europeia” e “depois do tapering nos emergentes”. Para o especialista o produto escolhido para oferecer seria o ES Trading Fund.

Seguindo a máxima de “não colocar todos os ovos no mesmo cesto”, a equipa do Barclays Wealth and Investment Management escolheu os critérios “diversificação” e “eliminação de risco” na atribuição da prenda. “Colocaríamos no sapatinho do investidor neste Natal a solução de investimento mais diversificada e passível de se adequar ao perfil do investidor que o Barclays disponibiliza aos seus clientes: os MultiManager Portfolios”, referem, acrescentando que acreditam “que nas próximas quadras natalícias os presentes que o investidor vai preferir serão os extractos mensais do seu Banco, na secção de Investimentos, na rubrica do MultiManager Portfolio por si selecionado”. 

Mais altruísta, a equipa do Millennium Gestão de Activos quis deixar dois presentes no sapatinho dos investidores. O fundo multi-ativos Millennium Multi Assets Selection porque “constitui uma carteira diversificada, com gestão dinâmica, suscetível de se ir adaptando ao contexto mais volátil de 2014” e porque “comportamento dos mercados no próximo ano será condicionado pelo impacto do aumento global das taxas de juro de médio/longo prazo, em economias que se encontram em diferentes posições do ciclo económico”. A segunda escolha é o fundo de tesouraria – Millennium Extra Tesouraria III que “é um produto complementar, útil como reserva de liquidez para necessidades não antecipadas e que possui o atrativo adicional de permitir beneficiar da fragmentação ainda prevalecente no mercado monetário europeu e que se traduz na prevalência de taxas de remuneração em Portugal e noutros países, designadamente do Sul da Europa, acima das taxas Euribor”. 

Ainda no presente “ações”, também Francisco Oliveira, da Orey Financial, refere como preferência “os fundos de exposição accionista ao mercado Europeu, e em segundo lugar fundos com exposição accionista ao mercado Americano”. No entanto, o especialista não esqueceu a componente obrigacionista e “embrulharia” fundos com exposição a dívida high yield e fundos com exposição global a dívida de empresas com rating Investment grade para oferecer aos investidores. Confiante nas ações, também a ESAF elegeu as ações europeias como uma prenda apetecível, tal como as ações japonesas. Recorrendo a um produto da casa, a entidade elege o Global Invest Dinâmico para oferecer aos investidores.

Também confiante nas ações, a direção de investimento do Banco Best apresenta uma “prenda dupla” aos investidores. “Existe, ainda, alguma divisão sobre qual a região que pode apresentar o melhor desempenho bolsista, já que os EUA estão com maior crescimento económico mas também em níveis máximos nos seus mercados acionistas, enquanto a Europa aparece em fase de recuperação mas também com cotações ainda longe dos máximos”, dizem. Desta forma, a equipa apresenta preferência nas ações europeias pelo fundo Alken European Opportunities, que “tem tido um comportamento muito interessante quando comparado com os índices de mercado europeus, a comprovar as excelentes escolhas da equipa de gestão”. Para os investidores mais conservadores, o Best optava pela oferenda do fundo Schroder European Dividend Maximiser, “que tem como objetivo distribuir 2% de rendimento trimestral (8% anual), investindo em ações europeias”. No que diz respeito às ações americanas a escolha recai no Legg Mason ClearBridge US Aggressive Growth.

Ricardo Almeida, da Patris Gestão de Activos, referiu que “a prenda no sapatinho é uma mensagem de esperança e convicção de que a pior fase do ciclo de ajustamento económico de Portugal já foi ultrapassada”. Assim, o especialista acredita que “uma boa “prenda” de Natal para beneficiar da concretização dessa convicção passaria pelo fundo Patris Iberian Equity Fund, cujo enfoque exclusivo em Ibéria permite um posicionamento bastante favorável para aproveitamento da previsível recuperação económica de Portugal e Espanha”. 

Como Natal é sinónimo de esperança e desejo, não podíamos deixar também de assinalar alguns pedidos das entidades. Pedro Ortigão Correia, Managing Partner da ASK - Advisory Services Kapital , por exemplo, refere que o desejo é semelhante ao do ano passado: “Uma carteira global composta por ETFs e fundos passivos, onde eu possa escolher sem risco de deslizes de gestores e a baixo custo, quais as dimensões de risco que quero ver remuneradas!" . Paulo Gonçalves, do Popular Gestão de Ativos, por seu lado, deseja que 2014 seja um ano “com performances nos mercados accionistas pelo menos iguais ou superiores a 50% das performances a que assistimos no ano de 2013”. Mais ambicioso, Joaquim Luiz Gomes, da Duna Capital, gostaria de receber “um regresso ao mercado de Portugal sem programa cautelar, um Euro-TARP convincente e um QE do BCE”.

As 10 entidades que enviaram os seus contributos para este artigo da Funds People Portugal foram: a Dunas Capital, Espírito Santo Investment Bank, ASK - Advisory Services Kapital, Orey Financial, Millennium Gestão de Activos, Barclays, ESAF, Banco Best, Patris Gestão de Activos e Popular Gestão de Activos.

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