De que estratégias saíram os investidores das plataformas nacionais?


No passado mês de fevereiro, os clientes das plataformas nacionais que distribuem fundos de investimento, apresentaram vários motivos para abandonar as estratégias que registaram mais resgates no período em análise.

No BiG, por exemplo, Isabel Soares, gestora de produto, explica que o mês de fevereiro foi o indicado para alguns investidores reposicionarem as suas carteiras, perante “alguns sinais de recuperação na segunda metade do mês” que se observaram em "muitos mercados". No caso da entidade, “os fundos de cariz mais defensivo (nomeadamente monetários ou de curto prazo) acabaram por concentrar a generalidade dos outflows. Lembra que “no período anterior estas soluções tinham sido privilegiadas por via de uma preferência por posicionamentos mais defensivos”, e que “alguns sinais de recuperação levaram muitos investidores a migrarem a sua exposição nestes produtos para estratégias com mais direccionalidade e que permitam tirar maior partido de eventuais cenários de valorização”.

No caso do ActivoBank, por seu turno, o movimento foi distinto. João Graça, da entidade, explica que no mês, as subscrições andaram alinhadas com investimentos mais defensivos, “na sua maioria em mercados obrigacionistas e alternativos em detrimento de riscos elevados como as Small Caps e o HealthCare”.

Também no Banco Best, a volatilidade continuou a ter influência nas estratégias de onde os investidores decidiram sair. Rui Castro Pacheco, head of asset management, refere que no passado mês de fevereiro se notaram “alguns resgates em fundos de ações específicos de algumas regiões ou setores mais afetados pela volatilidade deste início de ano”.

 

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