De onde vêm os ventos adversos do Fidelity Iberia?


Depois de um bom primeiro trimestre, o FF Iberia Fund, da Fidelity Worldwide Investment, gerido por Firmino Morgado, passou recentemente por uma série de contrariedades, que acabaram por ter consequências nas rentabilidades de 2014. Num documento emitido pela entidade, onde se traçam perspetivas sobre o produto, são enumeradas as várias causas para a recente underperformance, mas também como é que o fundo se posiciona atualmente.

A evolução do fundo foi prejudicada pelas deceções protagonizadas por uma série de surpresas e pela procura de segurança”, explicam da gestora. Essas decepções têm três nomes. Em primeiro lugar, o Banco Espírito Santo (BES) fez com que “as perdas fossem causadas pela exposição a dívida das suas holdings e pela fraude que se alargou ao resto do grupo”.

Outro das empresas em carteira que se mostrou desapontante foi a retalhista Jerónimo Martins. “Os resultados trimestrais publicados pela empresa ficaram aquém do esperado. Apesar dos desafios competitivos de curto-prazo, o potencial de crescimento da empresa a longo prazo continua intacto, conduzido pelos ambiciosos planos de expansão, tanto em Portugal, como na Colombia”, escrevem.

Por último, em terceiro lugar, são apontadas as empresas eDreams Odigeo/Bravofly Rumb Group. Ambas as agências de viagens fizeram uma revisão em baixa da sua previsão de crescimento para este ano, “refletindo um aumento das pressões competitivas na indústria”. Na opinião da gestora “estas duas empresas são beneficiários chave do crescimento a longo prazo do online travel”.

“Back to Basics”

A Fidelity reconhece que a seleção de ações procovou resultados desapontantes nos últimos meses. Ainda assim dizem continuar a acreditar que “uma abordagem bottom-up sem restrições focada em indentificar as oportunidades de investimento mais atrativas  continua a ser chave de forma a gerar retornos superiores ao longo do tempo”. “A estratégia de combinar um núcleo de empresas de grande qualidade com algumas atrativas de alto risco, bem como cíclicas, funcionou bem para o fundo nos últimos anos”, referem.

Como é que o fundo se está a posicionar

O fundo continua posicionado em torno de uma série de empresas de alta qualidade, com características de rentabilidade previsíveis e estáveis. A Inditex, por exemplo, é uma das empresas que tem uma das posições cimeiras no portfólio. Ao nível sectorial, a gestora continua a ver valor no sector bancário onde favorecem “os bancos com um bom nível de capitalização que estão bem posicionados para beneficiar da recuperação macroeconómica espanhola.”

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