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De 1994 a 2014: a viagem que Portugal fez na alocação de ativos


No final de 2014, segundo os dados do Mercer European Asset Allocation Survey, Portugal encontrava-se no top 3 dos países com maior percentagem de alocação a obrigações.

Foi no 5.º Simpósio de Investimentos da Mercer, levado a cabo recentemente, e subordinado ao tema “Boom or Bust – Managing your portfolios through the Economic Cycle", que Nuno Silva, Principal da consultora, demonstrou que no ano passado o nosso país apresentava 63% dos ativos alocados a obrigações, 25% a ações, 4% a Property e, por fim, 4% alocados a outros ativos. Realce-se que ao nível do investimento em obrigações, Portugal ficava atrás apenas da Noruega e da Alemanha, que investem 67% e 65% respetivamente, nesta classe de ativos.

Os cinco países europeus onde mais se investe em Obrigações

Fonte: Mercer European Asset Allocation Survey 2014

 

No entanto, numa “viagem” de duas décadas denota-se uma mudança de “postura” nos investimentos em Portugal. A Mercer demonstra que em 1994 as carteiras de multi-ativos nacionais, em média, eram compostas por 75,8% de obrigações, 10,8% de ações e 13,4% de outro tipo de ativos, onde se incluem por exemplo “property” ou liquidez. Por esta altura o foco do investimento em ações fazia-se na bolsa nacional.

Passados 20 anos, e depois de mais de 10 anos de permanência na moeda única, o contexto proporcionado pelo universo de investimentos trouxe consigo também mudanças naturais nos portfólios. Em 2014 as carteiras de multi-ativos portuguesas apresentavam uma menor exposição a obrigações do que em 1994, mais concretamente 62,9% de preponderância.

a fatia ocupada pelas ações ganhou uma dimensão duas vezes superior àquela que era verificada 20 anos antes, ocupando, em média, 25,6% destes portfólios no ano passado. A Mercer salienta que a este nível o investimento focou-se mais em ações europeias, muito provavelmente por causa da abertura de investimentos ao mercado europeu. Relativamente à exposição a outras classes de ativos, a alocação em 2014 era de 11,5% nas carteiras em causa.

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