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Crescimento moderado no 1º trimestre deste ano


O último research do BBVA mostra que Portugal está no caminho certo da retoma. Depois da economia nacional ter recuperado no último trimestre de 2013, o BBVA espera que a recuperação prossiga no decorrer deste ano. "O PIB cresceu 0,6% t/t no último trimestre de 2013, ultrapassando as nossas previsões de que a recuperação progrediria a um ritmo relativamente estável (cerca de 0,2% t/t). Subjacente a esta aceleração da actividade está tanto a solidez do investimento (3,3% t/t) como o contributo das exportações líquidas", pode ler-se no relatório.

Também as expetativas das famílias continuam a ajudar a recuperação económica em Portugal. “Desde o início do ano passado que se observam melhorias nas expectativas das famílias que já se situam acima da sua média histórica. Parte deste otimismo poderia dever-se recuperação do mercado de trabalho e suportaria esta recuperação das vendas de retalho”.

Já sobre as exportações, a equipa do BBVA destaca que estas aumentaram no início do ano, com o grande contributo a pertencer aos países da Zona Euro. “Após terem aumentado no 4T13, as exportações mantiveram uma trajectória ascendente no início de 2014, crescendo 1,9% em Janeiro face à média do trimestre anterior. O principal destino das exportações continua a ser o dos países da zona euro, cuja recuperação é visível desde o segundo trimestre de 2013 e que traduz a melhoria da actividade económica dos países membros; por sua vez, as exportações dirigidas para países fora da zona euro mantêm-se praticamente estáveis (com ligeiras quedas),eventualmente devido à valorização do euro”, lê-se no research.

Crescimento esperado de 0,2%

Para o futuro, o modelo utilizado (MICA-BBVA) sinaliza um crescimento moderado no primeiro trimestre deste ano. Segundo os cálculos dos especialistas da entidade o crescimento trimestral do PIB será de 0,2% no primeiro trimestre de 2014. Já sobre o desemprego, Portugal continua acima da média da Zona Euro apesar de ter diminuído a taxa de desemprego no primeiro mês deste ano.

Inflação em queda

No que diz respeito à inflação, este indicador “desacelerou novamente em Fevereiro fixando-se em taxas negativas (-0,1% a/a), devido principalmente à queda dos preços da energia (-2,1% a/a) e dos transportes, enquanto se assistiu a um aumento nos preços da habitação, água, luz, gás e outros combustíveis, de modo que a inflação subjacente manteve-se em 0,1% no mês de Fevereiro”.

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