Crescimento frágil na Escandinávia


A Nordea Investment Funds lançou um outlook que perspetiva o crescimento económico para a região durante 2014 e 2015. Segundo os cálculos da gestora, nenhum país nórdico vai crescer este ano ou no próximo acima da média mundial, onde as previsões apontam para um crescimento de 3,7% e 3,9%, respetivamente.

A Suécia parece ser o país que está melhor posicionado para um crescimento substancial nos próximos anos. Dinamarca e Finlândia estão numa recuperação moderada enquanto a Noruega vai desacelerar depois de alguns anos de crescimento elevado”, diz Helge J. Pedersen, Global Chief Economist da gestora escandinava. Da entidade indicam que os quatro países irão crescer 1,9% e 1,8% no próximo ano. Este valor é maior do que o crescimento previsto na Zona Euro e abaixo do crescimento médio mundial expectável.

A economia sueca começou a recuperar na segunda metade de 2013. A procura interna cresceu a um ritmo rápido enquanto as exportações foram moderadas. As taxas de juro baixas e uma política fiscal expansionista estimularam a economia para 2014. As famílias continuam a ser o mais importante da economia e o crescimento vai fortalecer-se ainda mais quando a procura e as exportações recuperarem”, explica o economista da gestora.

Sobre a Dinamarca, Helge J. Pedersen, afirma que a economia “terminou 2013 com uma nota fraca, mas que ainda estão para vir melhores tempos. Especialmente o sector exportador poderia ter ganhos maiores impulsionado pelo crescimento nos mercados mais importantes”. Já sobre a procura interna, o especialista diz que “a situação vai melhorar, desde que a situação no mercado de trabalho avance”.

Para a economia finlandesa, o economista afirma que o seu “desempenho é fraco com o PIB real a não progredir há sete trimestres consecutivos. As contribuições positivas do crescimento do comércio externo têm sido compensadas pelo lado negativo da procura interna. As exportações devem aumentar em 2014. A procura interna continua fraca este ano, com o menor emprego a prejudicar o consumo”.

Já sobre a Noruega, o especialista confirma que o “crescimento foi gradual desde meados do ano passado. Ainda assim, não é o suficiente para ser muito optimista sobre o crescimento da sua economia. O sector da construção deve diminuir, o crescimento do consumo deve ser moderado e o investimento do petróleo deve atingir um pico”, conclui.

Seguir a Escandinávia

A gestora tem alguns fundos disponibilizados em Portugal que seguem a região. Segundo a CMVM existem três produtos com esses critérios: Nordic Equity, Nordic Equity Small Cap e Nordic Ideas Equity.

O primeiro fundo tinha no dia 13 de março mais de 390 milhões de euros em ativos sob gestão e uma rendibilidade anualizada nos últimos cinco anos de 17,67%. Segundo a Morningstar, no final do mês passado tinha 38 ações em carteira com a principal posição a pertencer à finlandesa Nokian Tyres.

O Nordic Equity Small Cap tinha sob gestão quase 70 milhões de euros, aquando da consulta da Funds People, no passado dia 13 de março, e tem uma rendibilidade anualizada de 21,90% nos últimos cinco anos. Em carteira, no final de fevereiro, tinha 123 ações.

Com mais de 34 milhões de euros em ativos sob gestão vem o Nordic Ideas Equity que foi criado durante o ano passado. Este fundo, segundo a Morningstar, tem a maior posição, por sectores, nos serviços financeiros, totalizando mais de 25% da carteira.

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