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Cooperação entre a Bradesco AM e a FTSE: investir na América Latina de forma pouco correlacionada


Num recente anúncio, a gestora brasileira Bradesco Asset Management deu a conhecer a cooperação que levou a cabo com grupo FTSE (fornecedor de índices inglês) e da qual nasceu um fundo e um índice, ambos focados em ações da América Latina.

À Funds People Portugal, da BRAM, referiram em primeiro lugar que “não existia nenhum índice como este na América Latina”, residindo o caráter inovador tanto do fundo SICAV, como do índice, na construção de princípios smart beta.

A grande diferença relativamente a outros índices, indicaram da gestora, é essencialmente a junção de três caraterísticas distintas, que “se unem de uma forma inteligente”. A primeira delas, a valorização relativa, permite “procurar empresas com múltiplos baratos”. Em segundo lugar, o factor da qualidade é usado para encontrar “empresas saudáveis, cujo nível de alavancagem seja baixo e com fluxos consistentes”. A este nível, enunciam que “importa chegar às empresas de qualidade,  mas que tenham uma valuation barata”. Por último, são combinadas estratégias de baixa volatilidade. “Com estas três componentes, queremos ter um produto que é defensivo nos momentos de turbulência de mercado, mas que ao mesmo tempo tem capacidade de seguir o mercado em momentos de alta. Resumindo, um fundo com upside participation, e com downside protection”, afirmaram da BRAM.

Índice com 140 empresas

O novo índice “tem como base um índice ponderado pela capitalização de mercado”. “A partir da tecnologia da FTSE foi possível partir desse mesmo benchmark e chegar às ações que pretendemos sobreponderar”, o que “permite ao fundo dispor de uma alargada gama de estratégias para investir na América Latina”. Atualmente do índice fazem parte 140 empresas, com 56% das ações a pertencem ao Brasil, 25% ao México, 11% ao Chile, e o restante peso à Colômbia e ao Peru.

Não estar preso a factores macroeconómicos

Neutralidade aos ciclos económicos é outra das caraterísticas deste produto que é vincada pela entidade brasileira, e que advém do facto do “retorno da estratégia valor ser cíclica, enquanto o factor qualidade é anti-cíclico, fazendo com que a combinação sofra menores flutuações no tempo”, explicaram. Desta forma “não se está “preso” a factores macroeconómicos. Trata-se de uma estratégia cujo diferencial de retorno sobre o benchmarck está pouco correlacionado com o cenário macro”.

O Bradesco Global Funds – FTSE Latin America Quality Value Equity, na perspetiva da entidade, vem suprimir algumas das necessidades dos investidores institucionais. “Com esta estratégia é possível oferecer um Equity Latam aos investidores europeus e latino-americanos, que se foca na entrega de retornos de longo prazo, e que pretende exceder os resultados dos fundos que seguem os habituais índices de capitalização convencional”, concluíram da entidade.

Saliente-se que o fundo está registado no Luxemburgo e é o oitavo UCITS a compor a oferta da entidade. 

(Na foto, Luiz Osório, Superintendente de Negócios Internacionais da BRAM)

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