“Continuamos negativos em relação ao ‘momentum’ nos mercados emergentes”


No início de janeiro, o ING Investment Management já mostrava a sua preferência pelo investimento no sector imobiliário.  No seu último Marketexpress, a entidade volta a confirmar esta preferência. “Aumentámos a exposição a ações de imobiliários”, referem no documento, acrescentando que “nos EUA, na Europa, tal como no Japão, a yield real do mercado imobiliário está acima das yields corporativas, num ambiente em que os fundamentais estão em crescimento”.

Economias desenvolvidas: foco nos EUA

Os acontecimentos recentes nos mercados emergentes, mais concretamente na Argentina, trouxeram ainda mais “desconfiança” da entidade em relação a estes mercados. “Continuamos negativos em relação ao momentum nos mercados emergentes. No entanto, os dados económicos nas economias desenvolvidas continuam a dar suporte à nossa subponderação em ativos de maior risco”.

É portanto com esta perspetiva que a entidade reitera a sua posição. Positiva em relação aos EUA, a entidade aumentou as suas previsões em relação ao país, passando de 2,9% para 3,2% neste novo ano.

Japão a desvanecer

Em relação ao Japão o ING acredita que “a economia nipónica irá abrandar temporariamente”. “A sua postura fiscal irá mudar de neutro em 2013 para uma contração líquida de cerca de 2% em 2014”, dizem no documento, referindo que “sentem que a economia japonesa irá contrair temporariamente, ainda que o consumo vá eventualmente recuperar”.

Ao nível da Zona Euro, a entidade mudou a sua inclinação de risco de negativo para neutro. E porquê esta mudança? “Os relatórios económicos, atualmente, estão a enviar informação mais uniforme de recuperação contínua”, dizem, acrescentando que “o momentum nos países periféricos está claramente a surpreender, em termos de subidas”.

Força nos sectores cíclicos

Na mesma perspetiva de um dos seus anteriores marketexpress, o ING Investment volta a reiterar a sua preferência pelos sectores cíclicos, que dizem subponderar tendo em conta o que apelidam de indicadores económicos “surpreendentes”. Desta forma, o ING Investments continua a reiterar a “força” nos setores cíclicos para o consumidor final (tecnologia, industriais e consumo discricionário). 

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