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Conheça a opinião dos gestores nacionais sobre a situação nos Emergentes


 

Esta semana terminou com a palavra volatilidade a andar “na boca” dos mercados  e com os Emergentes a centraram atenções por causa da desvalorização de moedas, como o peso argentino. Que influência tem neste atual contexto o posicionamento da Fed? Conheça a opinião de alguns gestores portugueses contactados pela Funds People.

 

 

Rui Bárbara, da Gestão de Activos do Banco Carregosa, começa por explicar que “quando os bancos centrais decidiram manter as taxas de juro próximas de zero e injectar muito dinheiro no sistema quase que impeliram os investidores a procurar alternativas de investimento e de rentabilidade”. Esta “orientação”, explica o gestor, fez com que os investidores fossem em grande escala para os países emergentes, “onde alimentaram o desempenho económico, valorizaram os activos e provocaram inflação”. No entanto, este dinheiro “tem um fluxo rápido: tanto vai como volta”. Rui Bárbara, explica que “O anúncio da retirada de estímulos, e a previsível subida de taxas, está a trazer esse dinheiro de regresso às economias desenvolvidas. Estamos a assistir  agora ao clássico início do ciclo de diminuição e dinheiro fácil. Sinal disso é que as taxas de longo prazo já aumentaram. A saída dos investidores dos emergentes estão, por outro lado,  a desestabilizar as economias emergentes, a desvalorizar a moeda e a reduzir o preço dos activos”.

O especialista acrescenta também que “o processo de transição económica da China levou a um abrandamento industrial do país, que era para onde os países emergentes exportavam matérias-primas”. Desta feita “é um movimento típico, que embora esteja longe do fim, já começou”, conclui.

 

 

Jorge Guimarães, do Banif Gestão de Activos, acredita que “a decisão do Fed em continuar o tapering não foi a causa imediata da volatilidade dos mercados”. Para o especialista, esta é uma situação que já vem de trás, porque “as fragilidades nalgumas economias emergentes acumularam-se nos últimos anos, e isso reflectiu-se nas moedas, como a Lira turca ou o Peso argentino, quando os mercados accionistas estavam em máximos de vários anos e com níveis de volatilidade abaixo do normal”. Jorge Guimarães crê, no entanto, que “a maioria dos investidores mantêm a perspectiva positiva para o ano, baseada numa expectativa de aceleração do crescimento económico na Europa e nos EUA, e só se os dados macroeconómicos e os resultados das empresas começarem a colocar isso em causa é que esta correcção (normal) poderá passar a algo mais sério.” 

 

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