Tags: Negócio | ETF |

“Confiança” afirma-se como palavra chave para a recuperação das economias


No dia em que a BlackRock organizou em Lisboa o seu “Portugal Investment Day 2013” dirigido a clientes, a gestora que detém a iShares, líder mundial em Exchange-Traded Funds (ETF), deu também uma conferência de imprensa, onde apresentou as suas principais perspetivas de mercado, visões de investimento e objetivos.

Armando Senra, responsável do negócio da gestora para a região da península Ibérica e América Latina mostrou-se satisfeito com a atual evolução da entidade no mercado português, afirmando ser no nosso país "a gestora estrangeira com mais ativos sob gestão".

O tamanho da gestora não é aquilo que mais importa a Senra, mas sim a "eficiência e a forma como poderão sair beneficiados os clientes pelo facto de trabalharem como uma gestora de grande escala" e com a possibilidade de "ser agnóstica em termos de produto", já que dispõe de uma "oferta diversificada" que vai desde fundos de gestão ativa a gestão passiva.

Portugueses mais “antigos” nos ETF

Especificamente sobre Portugal, Armando Serra referiu que no nosso país "apresentou um crescimento tremendo" e se tem “assistido a uma rotação maior das obrigações para ações europeias, numa comparação com o mercado espanhol”. Considerando o investidor português mais sofisticado, o especialista reconhece uma “grande diferença entre o mercado português atual, e aquele que existia há um ano, reconhecendo a dificuldade política da implementação de reformas estruturais”. 

Fazendo uma comparação com Espanha, referiu que “os portugueses usam há mais tempo ETF”, numa lógica de diversificação pela sua liquidez e transparência. Contudo, tanto Senra como o responsável da iShares, Iván Pascual reconhecem que os fundos cotados são, em certa medida, utilizados como instrumentos de uma etapa intermédia na dita rotação de obrigações para ações

EUA: mais confiança no longo prazo, mais preocupações no curto prazo

Alargando a visão para o resto da Europa e do mundo, a gestora mostrou-se confiante no futuro do velho continente, já que existe uma “redução das tensões na periferia, que têm contribuído para a estabilização da Alemanha”. 

Com a palavra “confiança” repetida inúmeras vezes ao longo da conferência de imprensa, a gestora referiu que está “mais positiva em relação às empresas americanas”.  No entanto, a atual indefinição política no país, dizem, pode “diminuir o poder de compra, trazendo algum impacto no PIB”.

Como objetivos futuros, Iván Pascual aponta a manutenção de uma taxa de crescimento de 25% ao ano e Armando Senra sublinha o fortalecer do posicionamento no segmento dos clientes institucionais e private banks apostando sempre em mostrar todas as valências da BlackRock. Recorde-se que a iShares entrou no mercado português recentemente estabelecendo uma parceria com o Banco Best.

Empresas

Outras notícias relacionadas


O Mais Lido

Próximos eventos