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Conclusões sobre a última reunião da FED: algo tem de mudar para que tudo continue igual


Que conclusões tiraram os mercados sobre a última reunião, de dois dias, que se realizou na semana passado no Comité de Mercado Aberto (FOMC) da Reserva Federal Americana (FED)? Em primeiro lugar é interessante analisar as reações do mercado após a conferência de imprensa realizada por Janet Yellen: o índice Dow Jones renovou máximos históricos, o dólar atingiu o máximo de seis anos contra o iene e as bolsas europeias subiram, com a expectativa de que a autoridade monetária deve seguir o plano, isto é, não aumentar os juros.

Os mercados estão a prever o aumento dos preços na próxima primavera, pelo que é interessante a dispersão das previsões das subidas das taxas de juro entre os membros da FED, algo que se tem notado há alguns meses e onde se foca Waechter, economista-chefe de NAM (filial de Natixis Global AM): enquanto a taxa média dos fundos da FED se fixou em 1% em junho, aumentou recentemente para 1,375%. “Há um ajuste importante entre as médias de junho e de setembro, mas os perfis de distribuição não são assim tão diferentes. Se queremos encontrar espaço real entre as curvas (ver gráfico), temos de olhar o ponto 1,875%. Quatro participantes da reunião de setembro esperam este nível para o final de 2015”, disse o especialista que interpreta os dados como uma reflexo das divergências de opinião entre os membros do comité e a presidente da FED.

Na verdade, a votação desta última reunião foi encerrada com dois dissidentes (8 votos a favor e 2 contra). Richard Fisher, da Fed de Dallas, e Charles Plosser da Fed da Filadélfia não seguiram a opinião da maioria. O primeiro votou contra, por considerar que se deveria acelerar a subida das taxas enquanto o segundo se opôs à linguagem de “um tempo considerável” quando se fala na permanência das taxas de juro.

“Em junho, 16 membros tinham direito de voto e a média, 8, estava em 1%. Em setembro, o número de votantes desceu para 17 e a média, 9, estava em 1,375%. Não temos experiência sobre este tipo de previsões e não sabemos o quão credível é o numero esperado para finais de 2015”, continua o economista. “O que sabemos é que a presidente da FED tem a maior responsabilidade para determinar a postura da política monetária. Isto foi válido para Greenspan e para Bernanke e parece que também vai ser para Yellen”, acrescenta, salientando que não sabem quem votou, porque o escrutínio é anónimo...embora o seu discurso não tenha sido duro”.

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