Como tem evoluído o FF Iberia nos últimos doze meses?


Passou um ano desde a saída oficial de Firmino Morgado da Fidelity Worldwide Investment, altura em que, consequentemente, o FF Iberia passou a ser gerido por Fabio Ricelli, que se encargou do fundo desde essa altura. Têm sido outras tantas as mudanças no produto durante este tempo. A primeira refere-se, obviamente, à carteira: Riccelli tem optado, em primeiro lugar, por aumentar a sua concentração.

“Quando assumi a gestão do fundo, uma das poucas coisas que queria fazer era concentrar mais a carteira, e a minha intenção é reduzir o portfólio ainda mais. Acredito que esta caraterística faz com que o fundo seja ainda mais dependente da seleção de valores”, dizia o gestor no passado mês de fevereiro. Desta forma, o fundo passou de um investimento em 80 títulos há  doze meses para investir atualmente em 36 nomes (dados de 31 de agosto). De acordo com dados da Morningstar, entre as suas dez maiores posições, até 31 de agosto, figuram nomes como Amadeus, Inditex, Iberdrola ou Grifols. Destaca o facto de atualmente  o fundo contar com uma exposição próxima de 10% ao Reino Unido através de empresas como a Imperial Tobacco, embora seja necessário clarificar que o gestor está obrigado a investir cerca de 70% da carteira em empresas portuguesas e espanholas, mas tem margem para obter exposição a outras regiões através de outros 30%.

A segunda mudança tem precisamente a ver com o stock picking, pois Riccelli está fixar-se mais em empresas com um bias eminentemente growth, que sejam capazes de demonstrar autonomia relativamente ao ciclo de mercado. Para além disso, mostra a sua preferência pelas empresas de grande capitalização dentro do seu universo de investimento. Esta estratégia contrasta com a levada a cabo anteriormente, em que se investia numa gama mais ampla de títulos tanto por capitalização como por estilo (combinava growth e value), e em que se costumava incluir de forma seletiva histórias de recuperação em carteira.

A terceira mudança está relacionada com o património do fundo. A Fidelity decidiu encerrar o produto a novos investidores a 20 de janeiro de 2014, com o objetivo de preservar a estratégia. No entanto, posteriormente, optou por reabrir a estratégia, mais concretamente no passado dia 2 de março, embora com uma ajustada margem de 200 milhões de euros para novas subscrições. De acordo com os dados da Morningstar Direct, o património atual do fundo situa-se nos 1.056 milhões de euros, o que supõe apenas 11% menos do que o registado em outubro de 2014.

Um estudo sobre as subscrições e resgates registados pelo produto revela que, depois das saídas dos meses imediatamente posteriores à mudança de gestores, os fluxos têm-se estabilizado, pelo que não se tem sacrificado uma parte significativa da performance: o FF Iberia regista um retorno e 5% desde outubro de 2014 e cerca de 12,36% desde o início de 2015.  

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