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Como preparar a carteira para uma subida das taxas de juro através de ETFs?


Modificar a duração, aumentar a posição de cash na carteira, apostar pelos ativos mais defensivos de maior qualidade... estes são alguns dos conselhos dados pelas casas internacionas de gestão ativa de forma a preparar a carteira para uma subida das taxas de juro. No entanto, o que estão a dizer os providers de ETFs aos seus clientes? A Funds People consultou algumas das casas internacionais de gestão passiva e as respostas diferem bastante dos conselhos mencionados.

“A nossa visão relativamente às ações é positiva. Partilhamos da opinião que a correção está a terminar e esperamos rentabilidade de dois dígitos em muitos mercados desenvolvidos num prazo de 12 meses. Dito isto, no momento atual não acreditamos que se tenha que ser defensivo e apostamos sobretudo pela Europa, seja em large caps seja em small caps através do db x-trackers MSCI EMU UCITS ETF e/ou o db x-trackers MSCI Europe Small Caps UCITS ETF”, indica César Muro, especialista de investimento passiva na Deutsche AWM para Ibéria.

Não obstante, Muro dá outra opção para aqueles investidores que procurem proteção face à volatilidade: “a alternativa é estar o mais diversificado possível por regiões e selecionar empresas com um beta baixo”. O objetivo é reduzir o risco da nossa exposição a ações sem deixar de estar totalmente investidos”. A solução proposta é o db x-trackers Equity Factor Low Beta UCITS ETF. De uma forma mais específica, para efetuar uma proteção da carteira face a uma subida das taxas de juro, Muro indica que a aposta da entidade é por durações curtas, o que se materializa, por exemplo, no db x-trackers iBoxx $ Treasuries 1-6 UCITS ETF.

A estratégia da iShares também passa por oferecer aos seus clientes produtos da sua gama Minimum Volatility, que inclui os produtos iShares MSCI World Minimum Volatility UCITSiShares MSCI Europe Minimum Volatility UCITS, iShares S&P 500 Minimum Volatility UCITS e o iShares MSCI Emerging Markets Minimum Volatility UCITS. Aitor Jáuregui, responsável de desenvolvimento de negócio da BlackRock para Espanha, Portugal e Andorra, constata que “dada a recente volatilidade que continuamos a viver nos mercados a nível global, estamos a verificar um aumento do investimento em toda a nossa gama de produtos ‘Minimum volatility’”. O responsável esclarece que “o iShares Emerging Markets Minimum Volatility já era um produto muito popular entre todos os nossos clientes e agora o resto da gama está a começar a ganhar terreno graças às condições atuais”.

Um posicionamento pouco convencional nas obrigações

A recomendação da Amundi ETF dirige-se, em alternativa, àqueles investidores que não desejam sair do universo das obrigações. Laure Peyranne Rovet, responsável de relações com clientes de ETF, fixa-se numa inovadora solução de investimento desenvolvida pela empresa, para conseguir exposição a obrigações através de obrigações de taxa variável. “Com as taxas de juro em mínimos históricos, estes produtos inovadores oferecem uma solução para isolar as carteiras de movimentos no que toca às taxas de juro. Com um cupão que se altera de acordo com as próprias taxas de juro, as taxas variáveis têm um baixo nível de sensibilidade ao preço e uma rentabilidade na qual o impacto de uma subida das taxas será menos negativo”, explica Peyranne. A Amundi ETF conta com vários produtos com exposição a este tema. Entre elas, a responsável indica dois: Amundi ETF Floating Rate Euro Corporate 1-3 UCTIS ETF, que está exposto a taxas de juro variáveis, investment grade, emitidas por empresas europeias. O segundo é outro ETF que replica o índice Markit iBoxx USD Liquid FRN Investment Grade Corporates 100, que oferece exposição a esta classe de ativos mas em emissões denominadas em dólares. 

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