Como investir em cada região no segundo semestre do ano? A BlackRock responde.


“Low for Longer” – é assim que começa o relatório da BlackRock, que perspetiva sobre o investimento na segunda metade do ano, e que começa por referir precisamente a grande probabilidade das taxas de juro se manterem em níveis baixos por mais tempo, coincidindo eventualmente com os restantes seis meses que se avizinham.

Com esta hipótese em cima da mesa,  a volatilidade em geral continua em níveis baixos com uma grande complacência dos investidores. No entanto, a entidade avisa que as valorizações estão a aumentar nos mercados, preparados para níveis de volatilidade crescentes, ainda para mais tendo em conta que o foco das atenções “passou do fim do quantitative easing norte-americano, para o possível aumento das taxas de juro no país”.

Principais riscos

Nos riscos colocados em cima da mesa pela BlackRock, estão, do lado, das desvantagens, questões como o facto das “valorizações se tornarem excessivamente prolongadas”,  “as expectativas de subida das taxas de juro, tanto no Reino Unido como nos EUA, serem crescentes” e, por fim, a “a deflação a bater à porta da Zona Euro”.  No “upside” são destacados factores como a recuperação dos preços dos ativos, o crescimento global a superar as baixas expectativas ou as empresas a mudarem da recompra de ações para investimentos próprios.

O que “fazer” com o dinheiro?

Perante os cenários, a BlackRock apresenta algumas recomendações de investimento referentes a cada região, para a segunda metade de 2014. Começando pelo velho continente, os conselhos da gestora passam por “comprar valores cíclicos, e pertencentes ao sector energético, procurando também oportunidades em empresas de grande capitalização”. Nas obrigações o conselho é para que os investidores subponderem dívida periférica, porque “os riscos agora são de queda”.

No investimento a fazer nos EUA, a gestora enfoca-se na compra de estratégias de volatilidade, porque o mercado “está barato e o risco de resultados binários está a aumentar”. Outro dos conselhos é uma busca pelo “valor relativo nas obrigações e  a escolha da estratégia long/short nas ações”.

No investimento a fazer na Ásia, a BlackRock alerta para a compra de obrigações australianas (com cobertura), “já que a queda da procura chinesa será pesada”. O outro conselho, de cariz contrarian, fala da importância de estar investido em banca, porque é uma maneira “fácil de aproveitar os lucros de recuperação das bolsas”.  Mais concisa é a recomendação para os mercados emergentes: “favorecer a gestão ativa” e “comprar dívida local bem selecionada, como por exemplo a do Brasil ou México”.

 

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