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Como evoluíram os fundos de pensões no primeiro trimestre do ano?


Segundo dados do Relatório de Evolução dos Fundos de Pensões relativo ao terceiro trimestre de 2017, divulgado pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), neste período definido e face ao último trimestre de 2016, houve a criação de mais um fundo de pensões fechado, “em resultado da extinção de uma adesão coletiva, cujas responsabilidades e património foram transferidos para este novo fundo de pensões”, passando para um total de 140 fundos de pensões fechados.

Quanto aos fundos abertos, o número manteve-se nos 80. Quanto ao número de tipos de fundos abertos, esse montante não tem sofrido alterações ao longo dos trimestres.

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Adesões e Contribuições

Relativamente às adesões coletivas, o número aumentou para 858, um crescimento de cerca de 2,6% face ao final de 2016. Repartidas por 17 fundos de pensões abertos, foram feitas 35 novas adesões e extintas 13, das quais duas dessas por liquidação e as restantes por transferência para outras adesões coletivas já existentes.

Comparativamente ao primeiro trimestre de 2016, verificou-se um aumento de 348% no número de contribuições dos associados e participantes. “Esta evolução resultou, principalmente, da necessidade de alguns associados em efetuarem contribuições extraordinárias para os fundos no sentido de repor o nível de financiamento das responsabilidades”, como explica a ASF.

O montante dos benefícios pagos apresentou um decréscimo significativo de 8,3%, comparativamente com o período homólogo, “resultante da diminuição de remições pagas em adesões individuais a fundos de pensões abertos”, destaca o relatório.

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Composição das Carteiras

No final do trimestre em questão, os ativos geridos pelos fundos de pensões representavam 18,8 mil milhões de euros, a que corresponde um acréscimo de 1,8% face aos valores observados no final do ano anterior. Esta evolução resulta do aumento de 2,3% nos fundos de pensões fechados e da diminuição de 2,2% nos fundos abertos.

Tendo em conta as contribuições entregues aos fundos e as respetivas pensões pagas, a rendibilidade dos fundos de pensões, face ao final do ano de 2016 foi de 0,94%.

Na data em análise, os títulos de dívida continuavam a ser a categoria mais expressiva, representando 47% do total (29% de dívida pública e 18% de preponderância de obrigações privadas), seguindo-se a exposição a fundos de investimento com 29%, os imóveis com 8%, os depósitos bancários com 7% e as ações 8%.

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