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Como estão correlacionados os diferentes tipos de obrigações?


Existe uma bolha nas obrigações? Estará esta bolha a ponto de rebentar? Devem os investidores desfazer-se de todas as posições em dívida? Antes de tudo há que manter a calma. “Embora não saibamos o momento exato em que acontecerão os futuros movimentos das taxas de juro, acreditamos que os investidores devem considerar a gestão das suas carteiras com uma postura defensiva”, comenta Erick Takaha, gestor da Franklin Templeton Investments.

A visão do especialista é de que, para poder proteger a carteira e ter possibilidades de gerar rendimentos, uma parte da estratégia deverá consistir em “olhar mais além da curva de taxas de juro nos EUA” através da seleção de um conjunto de obrigações norte-americanas e globais. “Acreditamos que na próxima década, as estratégias que confiaram na queda das taxas de juro para gerar retornos poderão ser desafiadas”, acrescenta o gestor, que para além de diversificar recomenda que se centrem na “construção e evolução de uma estratégia dinâmica da gestão de risco”.

Erick Takaha foca-se também na importância da construção de um modelo de identificação de riscos: “Os profissionais do risco devem olhar para uma ampla variedade de dados de um fornecedor de recursos e medidas de risco”. Apresenta como ponto chave a construção deste modelo da gestão da duração. “Um exame da duração que tem em conta o vencimento das obrigações, o cupão, e as opções de compra (call) pode oferecer um mecanismo para ajudar na gestão do risco – e da volatilidade – em investimentos de obrigações que acompanhem os movimentos das taxas. Por exemplo, manter uma duração mais curta em carteira tem como resultado uma volatilidade mais baixa”, indica.

Por causa destas caraterísticas, o gestor considera que a estratégia de obrigações com mais probabilidades de êxito nos próximos anos vai ser aquela – seja ativa ou passiva – que conte com uma exposição concentrada na duração. “Uma estratégia verdadeiramente unconstrained tem mais flexibilidade para potencialmente navegar e explorar as condições variáveis do mercado e diversificar os motores de retorno de uma carteira”, afirma Takaha.

Vários índices de obrigações e das treasuries têm vivido correlações relativamente fortes (ver tabela), indicando que a duração tem sido o risco predominante, e que os movimentos das taxas têm sido o motor primário de retornos”, continua o gestor. Isto leva-os a concluir que “uma estratégia com uma correlação relativamente baixa – e inclusive negativa – a Treasuries, historicamente, seria uma alocação mais eficiente a obrigações”.

Fonte: Franklin Templeton Investments
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