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Como está o Invesco Pan European Equity a aproveitar as oportunidades geradas pela volatilidade


As ações europeias têm sofrido com elevadas doses de volatilidade em 2016. Um ano que ficou para a história com todos os receios em torno a novos problemas, no contexto político, ou em torno dos velhos problemas, como o crescimento (ou ausência dele), o sistema bancário, a deflação e a trajetória dos lucros das empresas. Não obstante, a equipa de gestão do Invesco Pan European Equity (classificado como Blockbuster Funds People) indica que “como frequentemente acontece com esta classe de ativos, as percepções do mercado podem estar dessincronizadas da realidade”.

Referem-se concretamente à velha filosofia de procurar as oportunidades em tempos de crise: “Quando as complicações no continente geram o tipo de fluxos de saída como os que temos visto em 2016, podem aparecer oportunidades significativas para os investidores que investem com um horizonte a longo prazo e que não são influenciados pelo ruído de mercado a curto prazo”.

John Surplice e Martin Walker, gestores deste fundo da Invesco, declaram-se “muito positivos com as ações europeias em 2017”. São várias as razões nas quais apoiam a sua postura, partindo do facto de que “as expectativas de crescimento económico demonstraram ser muito resistentes às turbulências macroeconómicas globais de 2016, pelo que o nosso cenário central é de um crescimento modesto mas respeitável em 2017”. Além disso, acreditam que um conjunto de elementos macro ajudarão a sustentar esse crescimento: “A política monetária acomodatícia, um sistema financeiro que funciona, a queda do desemprego e os primeiros sinais de uma aceleração dos preços do consumidor”.

No que se refere ao impacto do risco político sobre as ações pan-europeias – com grandes eleições na Holanda, França, Alemanha e, possivelmente, Itália – Surplice e Walker indicam que “a preocupação sobre estes acontecimentos está a elevar os prémios das ações europeias a níveis elevados quando comparados com as médias históricas e com outras classes de ativos”. Portanto, voltam a encarar este contexto como uma potencial fonte de oportunidades, “já que as cotações atuais já descontam uma grande quantidade de risco.

Posicionamento da carteira

Uma vez mais, a principal fonte de rentabilidade do fundo no fecho de 2016 foi a seleção de títulos. Concretamente, o fundo gerou uma rentabilidade de 7%, que compara com 5,8% do índice. O principal contributo para a rentabilidade relativa do fundo foi o sector financeiro, que está sobre ponderado na carteira.

O sector energético foi outro contribuidor positivo para a rentabilidade do fundo, novamente por uma combinação de uma boa alocação e uma correta seleção. “Uma petrolífera integrada italiana liderou o sector e foi a maior contribuinte individual para a rentabilidade do fundo graças à subida do preço do petróleo e à venda de uma participação numa perfuração de gás recentemente descoberta, o que permitiu acelerar a monetizarão e a redução do risco da sua carteira de ativos petrolíferos”, esclarecem da Invesco.

Dentro dos sectores sub-ponderados, a posição em consumo básico também trouxe bons resultados, tendo registado em dezembro um comportamento inferior à média do mercado, devido à “recuperação da inflação e à subida das rentabilidades das obrigações soberanas”.

Uma das primeiras decisões da equipa liderada por Surplice e Walker neste início de ano consistiu em elevar a exposição do Invesco Pan European Equities às telecomunicações, posição que sobre ponderam a carteira. A razão? “Aproveitar estes ativos que achamos que cotam com valorizações atrativas”.

Também foi revista a ponderação em valores do segmento das tecnologias da informação, “para explorar os recentes movimentos das cotações e refletir melhor as nossas expectativas de incremento de receitas dentro desta indústria”.

Apesar destas mudanças, a equipa optou por manter como ideia chave na carteira a sua aposta no sector financeiro, o mais sobre ponderado, assim como a sua decisão de sub ponderar o sector do consumo básico.

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