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Como é que as entidades portuguesas “balizam” objetivos?


As entidades portuguesas que fazem gestão de carteiras por conta de outrem, ou então prestam também um serviço de advisory, tendem a determinar alguns objetivos para os ativos que gerem e, por isso, muitas delas fazem questão de definir targets de rentabilidade e/ou risco para que o “controlo” nos seus ativos seja maior. No entanto, os métodos com que fazem essas definições variam de entidade para entidade. A Funds People Portugal mostra-lhe aqui uma “fotografia geral” de como são fixados as metas de alguns players.

Na Orey Financial, por exemplo, os targets são definidos “peça a peça”. “Para cada ativo selecionado para uma carteira é analisado o risco individual. Após essa análise são também tidas em conta as correlações existentes, por forma a minimizar o risco e maximizar a rentabilidade esperada conforme o perfil de cada cliente”, diz Francisco Almeida, da Área de Investimentos, que salienta que no último ano “muitos investidores mostraram apetência por estruturas de rendimento fixo com risco de crédito de empresas em países emergentes que apresentam taxas de rentabilidade de dois dígitos”. Na Golden Assets, por seu lado, o foco é feito nas próprias carteiras, que, segundo Sérgio Silva, “são estruturadas tendo como referencial um nível de risco, ao qual está associado um target de retorno específico”.

Algumas entidades realçam também o fator track record. Um desses casos é o Banco Carregosa, que explica que “os dois modelos de alocação de ativos [conservadora e dinâmica] têm referências de rentabilidade e risco determinadas com base na performance histórica das classes de ativos”, refere João Pereira Leite.

Na BBVA Patrimónios um dos “guias” são os índices de mercado que servem de “referências para comparar as performances e os riscos inerentes em cada classe de ativos”. Jorge Silva Botelho explica que são definidos “targets de retorno para todas as carteiras em função do risco de cada um dos perfis de investimento”.

Risco sob mira

No Banco Invest, por seu lado, o risco é o principal alvo de targets: “são definidos limites de risco para cada uma das três carteiras e este risco é definido em termos de perda máxima esperada, ou em valor em risco”, diz Paulo Monteiro. A seguir um método semelhante, o Banco Popular também define “balizas” no que diz respeito ao risco, tanto nas carteiras modelo, como nas carteiras tailor made, para “manter a composição das carteiras dentro de um risco que seja suportável pelo perfil de risco do cliente”, diz Paulo Gonçalves, que alerta que o estabelecimento de targets de rendibilidade absoluta podem gerar um efeito contraproducente de se incorrer em riscos excessivos para o cliente”.

De uma forma semelhante atua também o Santander Private Banking. Com o foco no risco tomado com base em “critérios corporativos”, Catarina Roseira explica que são classificados “todos os ativos numa medida de risco equivalente ao das ações”, e acrescenta que “os vários perfis das carteiras contemplam níveis máximos de exposição a “Risco equivalente em Ações”, da mesma forma que a classificação dos clientes incorpora um perfil com limites aconselhados de exposição a este tipo de risco”.

Também para o gestor ou para o investment advisor (como acontece no Banco BiG) a definição de objetivos serve para verem as suas competências reconhecidas. “Esses targets de retorno e risco são determinantes para a estruturação e gestão dos blocos de investimento mas são sobretudo variáveis importantes para a avaliação das nossas performances, sendo simultaneamente um fator importante para o “peace of mind” dos nossos clientes”, diz Rui Broega do BiG.

(Artigo sobre a gestão de patrimónios na íntegra na terceira revista Funds People Portugal já em distribuição)

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