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Cautela na alocação de ativos


O ano de 2015 tem sido marcado pelas fortes rendibilidades nos primeiros três meses e pela baixa rotatividade das carteiras dos fundos.

Esta última constatação advém do relatório publicado pela APFIPP, referente ao mês de abril, que mostra que desde do início do ano que a alocação a alguns ativos, especialmente ações, se tem mantido estável em todos os meses de 2015. 

Contudo, esta baixa rotatividade apenas se verifica entre classes de ativos, o mesmo não quer dizer que não existam mudanças nas posições detidas pelas carteiras dos fundos.

Estabilidade: a palavra de ordem

Analisando os 51 fundos de ações existentes no mercado nacional segundo a APFIPP, (para aumentar o gráfico clique aqui), a percentagem da carteira em posições de liquidez, ações nacionais e ações internacionais tem sido praticamente a mesma.

No final do ano passado o valor aplicado em ‘ações internacionais’ atingia os 73% sendo que no final do mês passado tinha decrescido um ponto percentual. Já a alocação a ações nacionais cresceu um ponto percentual em quatro meses, passando de 21% para 22%. Em sentido contrário encontramos a “liquidez”, que passou de 10% para 9%, em média, nas carteiras dos fundos de ações.

De realçar que os fundos de ações englobam os produtos que pertencem às seguintes categorias: Ações Nacionais, Ações América do Norte; Ações UE, Suíça e Noruega; Ações Internacionais; Ações Sectoriais e ainda os Fundos Poupança Ações.

 

Nos fundos com ações (para aumentar o gráfico clique aqui) as novidades não são muitas, ou seja, a tendência foi praticamente a mesma do que nos fundos de ações.

As “ações internacionais’ representavam cerca de 34% destes fundos no final do ano, tendo subido um ponto percentual no final de abril. O segmento de ações nacionais manteve a sua posição em 9% da carteira enquanto a ‘liquidez’ desceu um ponto percentual para os 9%.

Nos fundos com ações a maior diferença foi mesmo no número de fundos existente, já que no final de 2014 existiam 102 fundos com ações enquanto no final de abril esse número desceu para 83.

Englobando os cerca de 200 fundos de investimento (gráfico em baixo) que existem no mercado nacional, verificamos que a tendência de poucas 'mexidas' se mantém, mesmo com a redução em 9 fundos entre o final do ano passado e o final do último mês de abril.

Foi na “liquidez” que ocorreu a maior mudança, passando de um peso em carteira na ordem dos 34% para 32%. As ações nacionais mantiveram a sua presença em 2% enquanto a exposição a ações internacionais recuou um ponto percentual, para 9% do total da carteira.

 

Fonte: APFIPP no final de abril

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