Carteiras modelo cresceram quase 5%


No seu Outlook para os próximos três meses, o Banco Invest na sua parte de alocação de ativos faz uma balanço positivo das suas carteiras modelo. “As carteiras modelo terminaram o primeiro trimestre do ano com valorizações compreendidas entre os 3.3% (Invest Conservador) e os 4.9% (Invest Dinâmico)”, pode ler-se no relatório publicado. De notar ainda que os benchmarks respetivos tiveram uma valorização de 2,3% e 3,5%, respectivamente. Para os últimos doze meses o balanço é muito positivo, com “as valorizações das carteiras a ascenderam a 8,1% e 15,4%”.

Mercados periféricos ajudaram

Para a boa performance dessas carteiras modelo, o Banco Invest destaca “as posições nas acções dos mercados periféricos”. Dentro dos periférico sublinha-se o mercado italiano que cresceu 14,4% e o português valorizou cerca de 16%.

“No universo das obrigações, o cenário foi idêntico, com um contributo muito positivo da dívida pública nacional e espanhola. O trimestre ficou marcado, pois, pela forte outperformace destes mercados, incluindo Espanha e Grécia, que beneficiaram da diminuição dos respectivos prémios de risco soberano, num cenário de recuperação (lenta) da economia europeia e baixas taxas de juro”, segundo Paulo Monteiro (na foto).

E o futuro a três meses?

Para os próximo três meses, a entidade realça que a “Alocação de Activos permanece sem alterações significativas”. Segundo Paulo Monteiro, “mantemos uma exposição ligeiramente underweight em Acções, em larga medida devido à sub-exposição ao mercado norte-americano, cuja avaliação se apresenta, na nossa opinião, menos interessante e com menor potencial de valorização”. Ainda assim, o “S&P-500, transaciona com um prémio de risco (ERP) 1.1 desvios-padrão superior à média dos últimos cinco anos, o que compara com os 0.8 do mercado europeu, considerando o índice Stoxx Europe-600”, explica o especialista.

Portugal, Espanha e Itália continua a dominar as preferências para o segundo trimestre deste ano, “apesar das valorizações dos últimos meses, permanecem ainda muito longe dos valores de Março de 2008, aquando do início da crise financeira”, justifica Paulo Monteiro.

Em termos sectoriais a entidade vai manter a aposta do primeiro trimestre. “a Europa, os sector Automóvel e Financeiro são os mais interessantes relativamente ao total do mercado, assim como as empresas de Oil&Gas. Por sua vez, nos Estados-Unidos para além dos sectores Financeiro e Energético, também os sectores Tecnológico e de Telecomunicações se mantêm relativamente atractivos“, explica o responsável.

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