Carteira do Banco Invest valorizou 1,2% em agosto


Aquele que é o mês estival por excelência caraterizou-se por alguma dinâmica nos mercados. Em agosto os índices acionistas europeus Eurostoxx-50 e Dax-30 registaram uma valorização de 1.8% e de 0.7%, respetivamente. Nos EUA, por outro lado, os índices S&P 500 e Nasdaq-100 registaram uma subida de 3.8% e 4.9%, respetivamente, destacando-se que o S&P-500, pela primeira vez na história, ultrapassou os 2.000 pontos.

Reforço no mercado português

No caso do mercado português, o “Invest Montly” elaborado mensalmente pela Invest Gestão de Activos, evidencia que o “PSI 20 perdeu em agosto -0,6%, penalizado pela saída do Banco Espírito Santo”. Desta forma, na alocação de ativos realizada pela entidade, ao nível do mercado português, é salientado que “o mês se pautou pela volatilidade, com a primeira quinzena a ser dominada pela crise do GES”. No entanto, enfatizam que “na segunda metade do mês, o mercado conseguiu encetar uma forte recuperação, impulsionado por bons indicadores macroeconómicos e pela perspetiva de novas medidas de estímulo monetário na Zona Euro”. Paulo Monteiro, da Invest Gestão de Activos, à Funds People indicou precisamente que perante este cenário “em Portugal acabámos por reforçar exposição a ações nacionais, depois das quedas acontecerem”.

Um “sim” aos emergentes

A carteira do Banco Invest no oitavo mês do ano valorizou 1.2%, alcançando nos últimos 12 meses uma rendibilidade acumulada que ascende a 13.3%, “mais 170 bps do que o respetivo benchmark”, pode ler-se na nota. Ainda no que concerne à alocação de ativos da entidade, em agosto é dito que “se reduziu ligeiramente o peso em ações, com a tomada de mais-valias num fundo de ações globais”. Relativamente aos mercados emergentes, Paulo Monteiro realça a visão positiva do Banco face à performance da região. “Começámos a aumentar a exposição a mercados emergentes durante o primeiro semestre do ano, em meados de maio, e agora temos mantido essa alocação nas carteiras. Estamos confortáveis com a exposição a emergentes, por que as avaliações são interessantes tanto em termos históricos como relativos”, resume.

Na componente obrigacionista, o “Invest Montly” refere que “não foram efetuadas alterações na carteira”. Contudo, a entidade frisa que “a margem para a redução dos spreads de crédito destas empresas é cada vez menor, o que aliado às baixas taxas de juro sem risco nos deixa  pouco confortáveis com este risco nesta fase”. Assim sendo, dizem, “numa ótica de risco-retorno, considerando a correlação histórica entre os spreads de crédito e a evolução das ações, é expectável que se proceda à redução da exposição a esta classe de ativos no curto prazo”. Ainda neste campo, Paulo Monteiro salienta que “se realizaram algumas mais valias ao nível do high yield europeu”.

Empresas

Outras notícias relacionadas


Próximos eventos