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Carla Bergareche: “A Europa e os produtos multi-asset centram o interesse dos investidores”


“O ano de 2013 foi muito positivo para as economias europeias e confirma a procura pelos ativos deste continente”. Carla Bergareche, country head de Espanha e Portugal da Schroders, destacava assim o regresso do interesse pela Europa, que se viveu nos mercados internacionais em 2013. A sua intervenção deu início à 14ª Schroders Lisbon Annual Client Conference, que reuniu 150 profissionais portugueses do sector da gestão de ativos e da banca privada.

Se o interesse pela Europa foi um dos motores de 2013, o outro foi a consolidação dos produtos multi-asset nas carteiras, “que receberam fortes fluxos de dinheiro em todo o mundo, excepto na Ásia e na América Latina”. Carla Bergareche também destacou as claras mudanças que ocorreram em 2014: a passagem da liquidez para as ações e o “salto” das obrigações tradicionais para as flexíveis.

Num evento que se tem consolidado como o certame anual de referência para os profissionais da gestão de ativos em Portugal, a responsável da Schroders também recordou a influência dos fatores demográficos no aumento da procura pelos produtos que oferecem rendimentos e pelos produtos de baixa volatilidade. Apoiando-se em dados da Lipper, destacou também a mudança vivida no mercado europeu de fundos, que deixou de ser um negócio controlado pelos fundos de obrigações e de asset allocation em 2012, para dar lugar a outro panorama onde sobressaem os produtos da bolsa europeia e global, juntamente com os produtos de asset allocation, que controlaram as vendas em 2013. Neste sentido, Bergareche destacou como a Schroders se tem situado na segunda posição da Europa como líder de captações na alocação de ativos, na reta final do ano passado. O seu fundo Schroder ISF Global Multi-Asset Income conseguiu captar mais de 2.600 milhões em 2013.

Em Portugal, onde a Schroders é líder por património e captações em 2013, os “supervendas” foram os fundos de bolsa europeia durante o ano passado. Bergareche agradeceu o apoio dos investidores portugueses e reiterou que “o compromisso da Schroders com Portugal continua a ser muito forte, e esta conferência anual é uma boa prova disso”.

Bergareche não quis terminar a sua intervenção sem recordar as aquisições realizadas pela empresa em 2013. As compras da STW, especializada em obrigações para o mercado institucional; Cazenove, com alguns supervendas na bolsa europeia e long short, assim como Secquaero, permitiram à gestora ampliar a sua gama de produtos para este ano. Para além disso, a especialista assinalou que a entidade se encontra em níveis record de património, superando já com alguma probabilidade a marca dos 300.000 milhões de euros em ativos, e com 68% do património gerido a oferecer resultados acima da média num prazo de três anos.

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