CA Monetário: o melhor produto de 2015 da sua categoria


Investir apenas em “instrumentos do mercado monetário e depósitos bancários de qualidade elevada, unidades de participação de Fundos do Mercado Monetário Curto Prazo e de Fundos do Mercado Monetário”. Teoricamente é isto que carateriza o investimento protagonizado pelos fundos categorizados de “Mercado Monetário Euro”, aos olhos da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP. Nestas condições a Associação encontra três produtos geridos por outras tantas entidades nacionais: Caixagest Liquidez da CaixagestCA Monetário da CA Gest e ainda Montepio Monetário Curto Prazo da Montepio Gestão de Activos.

Nos últimos dados conhecidos, publicados pela Associação e referentes ao mês de novembro, esta categoria era a maior do mercado nacional, com um património sob gestão de 1.696,9 milhões de euros. Para este valor, em muito contribuiu o produto da Caixagest. O Caixagest Liquidez é o maior produto do mercado nacional e tinha no final do ano um património de 1.591 milhões de euros, conseguindo em 2015 uma rendibilidade de 0,186%. Já o Montepio Monetário Curto Prazo da Montepio Gestão de Activos registou ganhos de 0,067% durante todo o ano passado, tendo fechado o período com um montante sob gestão superior a 15 milhões de euros.

CA Monetário: o líder

Dentro da categoria o melhor produto do ano passado é o CA Monetário da CA Gest, que atinge esta marca pelo sétimo ano consecutivo. No período em análise a sua rendibilidade foi de 0,559, registando, no final do ano passado, um património de 167 milhões de euros. Segundo Fernando Nascimento, gestor do produto, “para estes resultados consistentes contribuiu uma permanente estratégia de adição de valor a este fundo que passa pela selecção rigorosa das contrapartes para contratação de depósitos a prazo, uma negociação exigente das taxas de juro e dos prazos das aplicações e uma análise qualitativa do risco de crédito que podemos assumir junto de emitentes de papel comercial e obrigações de curto prazo”.

Olhando a curto prazo, Fernando Nascimento destaca que o “maior desafio para 2016 para os fundos de mercado monetário é obviamente a persistência de taxas de juro de curto prazo a níveis historicamente baixos, que dificulta a entrega de rendibilidade de qualquer instrumento de mercado monetário". Refere ainda que "adicionalmente, as dificuldades de diversificar o risco crescem exponencialmente com a redução de contrapartes elegíveis para depósitos e um mercado de papel comercial de dimensão incipiente”.  

Sobre os ativos que compõem a carteira do produto, houve uma mudança face ao final de 2014. Por essa altura, as obrigações representavam mais de 7% da carteira, sendo que neste momento a sua presença é bastante residual. Sobre se perspetiva aumentar o seu investimento nestes ativos, Fernando Nascimento afirma que “obviamente que gostaríamos de poder subir o peso da componente de obrigações, mas o atual nível de taxas de juro não permite adquirir papéis que adicionem valor ao fundo, sem entrar em franjas de risco de crédito e liquidez que consideramos não serem adequadas ao perfil conservador deste fundo.” Para que exista alguma mudança, o gestor sublinha que “apenas uma subida material das taxas de juro de curto prazo ou um alargamento significativo do spread de risco de emitentes nacionais poderá criar condições para fazer crescer o universo de obrigações que podem vir a ser adicionadas ao portefólio do fundo”.

Os fundos de mercado monetário euro em 2015

FundoGestoraRendibilidade 2015 (%)
CA MonetárioCA Gest0,559
Caixagest LiquidezCaixagest0,186
Montepio Monetário de Curto PrazoMontepio Gestão de Activos0,067

 

Fonte: APFIPP no final de dezembro de 2015
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