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Bull market norte-americano à prova e volatilidade a bater à porta dos mercados


Pode dizer-se que 2015 poderá ser mais volátil que anos anteriores, enquanto que o bull market norte-americano vai estar à prova. 

Mais concretamente sobre o bull market norte-americano, num documento de perspetivas técnicas para 2015, Jeff Hochman recorda que se os ganhos continuarem durante o ano, “este pode tornar-se no segundo maior bull market norte-americano dos últimos 85 anos”. Para o especialista, no entanto, há que manter um olhar atento sobre o mercado norte-americano, já que o seu ‘momentum’ tem abrandado significativamente: “devemos estar vigilantes em relação às posições de consenso, tais como estar longos em dólares e sobreponderar ações norte-americanas”, avisa.

Quando a Fed der sinais de que a irá aumentar as taxas de juro, acredita que “podemos esperar mais volatilidade, como a vivida durante o quarto trimestre de 2014”, refere, prevendo mesmo que “o aumento da volatilidade no final de 2014 irá possivelmente aumentar em 2015, alimentada por tensões geopolíticas e pela falta de transparência acerca do timing da Fed em aumentar as taxas de juro”.

Na Europa, a confirmação de que o BCE irá comprar dívida, bem como os resultados das eleições gerais gregas em janeiro, poderiam influenciar positivamente o mercado de ações da zona euro, especialmente se se confirmar uma “tendência de  underperformance dos EUA vs Europa”.

Em termos de ativos,  Jeff Hochman entende que durante o primeiro trimestre do ano espera maiores saídas de dinheiro das obrigações high yield para as obrigações investment grade, enquanto, no sentido contrário, os inflows poderão acontecer mais nas ações de mercados desenvolvidos, comparativamente com as ações de mercados emergentes.

Quão longe podem ir as yields das obrigações?

A procura por alguns ativos considerados mais seguros fez deslocar a parte mais curta da curva das yields de muitos países para terreno negativo. Na opinião do diretor técnico de análise esse deslocamento pode acontecer de forma ainda mais vincada, ou seja, passa-se a pagar para “ter o privilégio de emprestar dinheiro aos governos”. Reitera que parte desta “corrida” aos ativos refúgio tem a ver com a crescente “procura por obrigações do tesouro norte-americano”. Numa perspetiva de longo prazo considera que a yield do tesouro norte-americano a 10 anos teria de subir mais de 100 pontos base para ficar acima dos 2.8% de forma a ser consistente com a tendência de queda de longo prazo para os 3.5%. 

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