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BRICs, PIIGs… - a “maré” de nomenclaturas


Ainda que não seja um tema tão atual como o da deflação ou inflação baixa, comentado ontem por alguns profissionais do mercado português, a Funds People pediu-lhes a opinião sobre a maré de classificações de países que vivemos nas últimas décadas entre BRICs, PIIGs, Fragile Five, Fabulous Four que servem para muito ou para muito pouco justificar tendências historicamente conhecidas.

Que real utilidade têm estes “vocábulos” financeiros?

Para Filipa Teixeirao tema do agrupamento de países é natural num mundo cada vez mais complexo para o investidor, ajudando-o na leitura e compreensão da vasta informação ao seu dispor”. Apesar de algumas expressões até serem “derrogatórias”, como é o caso “do acrónimo PIIGS para economias euro em aflição económica”, a head of research da Patris Gestão de Activos considera que “não deixa de ser útil, pois agrupa países com contextos muito diferentes mas uma característica comum, nomeadamente sérias deficiências orçamentais”. Mas fica uma nota: “a referida classificação de países negligencia vários termos oficiais e juridicamente vinculativos, como seja a União Europeia e a zona Euro”.

 

Com um ponto de vista ligeiramente diferente, Pedro Ortigão Correia, managing partner da ASK, vê estas classificações como “ferramentas de marketing dos research e gestoras de fundos”, realçando que “ao longo destes anos tem-se visto quão diferentes são as realidades de cada um dos países”. Exemplificando, lembra que “quando Jim O'Neil se lembrou dos Bric, os 4 países representavam 20% do PIB, hoje apenas a China 27% e os estantes três somados, apenas 7%...".

 

 

Mais sucinto, Jorge Guimarães, da Banif Gestão de Activos, diz reconhecer “que a banca de investimento é tipicamente muito boa a criar nomes facilmente memorizáveis para descrever tendências”

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