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Brasil tem oportunidade para redefinir o seu mercado de investimentos


 

Perante um cenário desafiante, os gestores de fundos de investimento terão de obter retornos adequados com carteiras mais sofisticadas, de prazos mais longos, risco maior e volatilidade mais elevada. Segundo Denise Pavarina, o Brasil vive hoje condições que não podiam ser imaginadas há dez anos e o papel dos gestores nunca esteve tão em evidência. “É um novo mundo”, afirmou.

A baixa exposição dos fundos brasileiros ao mercado accionista, que hoje é de 10%, é algo que deve mudar nos próximos anos, aproximando-se do padrão internacional (cerca de 40%). “Precisamos ajudar os investidores a assumirem riscos de forma saudável”, disse.

Apesar de ser desafiante, o cenário actual confere um papel estratégico ao mercado de capitais, que será fundamental para o financiamento de longo prazo que o país necessita. Para explorar este potencial, a presidente da entidade acredita que é necessário continuar a investir na autorregulação do sector e no diálogo entre entidades chave para o desenvolvimento da indústria de fundos, como a ANBIMA, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central (BC), além da educação do investidor.

Na última década, o mercado brasileiro passou por grandes transformações. Denise lembra que, em 2001, ano da realização do primeiro congresso da ANBIMA, a indústria brasileira de fundos de investimento apresentava um património de 297 mil milhões de reais e era a 14ª maior do mundo. Hoje, o Brasil está na sexta posição no ‘ranking’ mundial, com um património de 2,3 biliões de reais.

A evolução do sector também trouxe o desenvolvimento do código de fundos, a melhor avaliação de produtos e a certificação de profissionais do mercado. Do primeiro congresso até hoje, o número de códigos de autorregulação passou de um, em 2001, para 12 códigos, em 2013. O código de produtos de investimento no retalho acaba de ser lançado e uma nova versão do código de fundos, que inclui os fundos imobiliários, deve ser publicada em Junho.

Em dez anos, foram emitidas 300 mil certificações de profissionais do mercado. Estes avanços já atraíram as atenções de outros países. “A história bem sucedida foi reconhecida pelos nossos pares internacionais que nos procuram para aprender connosco”, conta.

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