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Brasil: maré positiva no terceiro mês do ano


Março marcou o regresso das captações líquidas positivas na indústria brasileira de fundos. No terceiro mês do ano, os fundos de investimento registaram subscrições no montante de 5,144 mil milhões de reais, segundo os dados divulgados pela Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).

Desde agosto do ano passado que o mercado estava com sucessivos resgates, tendo o primeiro trimestre fechado com um saldo negativo com saídas na ordem dos 3,3 mil milhões de reais

Dados da Associação mostram que o primeiro trimestre deste ano é o único em que o saldo entre subscrições e resgates é negativo, numa análise feita desde 2002. Já desde do início da década, o valor mais baixo das captações líquidas foi de 28 mil milhões de reais, em 2010.

Retornos acima do CDI

O investidor brasileiro que nos últimos meses preferiu a liquidez voltou em março a investir em várias categorias de fundos, tendencialmente, as mais defensivas. Estas ofereceram, quase sempre, rendibilidades acima da taxa de referência para os depósitos (CDI) que se situou nos 0,76%. Os fundos com maiores entradas (mais 2,7 mil milhões de reais), os Referenciado DI, ofereceram um retorno de 0,78%. Os fundos mais aproximados, em conceito, dos depósitos, os fundos de curto prazo tiveram uma rendibilidade em linha com o CDI (0,76%) tendo recebido recursos de 1,4 mil milhões de reais. 

Na categoria de renda fixa (obrigações), que registou entradas na ordem dos mil milhões de reais, os retornos também se situaram acima do CDI. Os fundos tradicionais apresentaram uma rendibilidade de 0,86%, os de crédito progrediram 0,81% e os renda fixa índices ofereceram ao investidor 0,82%. 

Por outro lado, os fundos multimercados, apesar de terem tido subscrições positivas (1,5 mil milhões de reais) obtiveram uma rendibilidade em março muito inferior ao CDI. 

Finalmente, os fundos de ações contrariam a tendência de captações líquidas na indústria brasileiro, no mês de março, registando saídas aproximadas a 1,7 mil milhões de reais. Já a sua rendibilidade foi positiva e, naturalmente, acima do CDI. Destacaram-se os fundos sectoriais com um resultado de 6,25% e os de dividendos de 6,06%. 

Taxa Selic nos 11%

Também a taxa Selic sofreu um aumento na semana passada, ao passar para os 11%. Apesar deste aumento, a atractividade dos fundos mantém-se, de acordo com o noticiado recentemente pela Funds People Portugal.

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