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Bolsa portuguesa recupera das quedas


O PSI 20 voltou a terreno verde, crescendo 0,69% para os 5.900,48 euros, pondo fim a três sessões de queda. As restantes congéneres europeias também encerraram a recuperar: Madrid subiu 0,4%, Paris 0,65% e Frankfurt 0,45%.

Rui Bárbara, do Banco Carregosa, explica que “o dia de hoje nos mercados europeus, foi predominantemente positivo, contrariando os recentes dias de quedas. O sentimento mais positivo, derivou da diminuição dos receios em relação a uma escalada militar na Síria, bem como uma estabilização das bolsas (e câmbios) dos países asiáticos emergentes, durante a madrugada de hoje” .

Na NYSE Euronext Lisboa, foram 15 as empresas cotadas a encerrar em alta, três em queda e duas inalteradas.

A recuperar das quedas, o sector bancário encerrou quase na totalidade no verde, tendo apenas o Banif alcançado os mesmos valores da sessão anterior. O BPI valorizou 1,79% para os 0,969 euros.  O BES subiu 1,69% para os 0,844 euros, enquanto o BCP cresceu 1,02% para os 0,099 euros.

Também a energia, conseguiu um final de sessão muito positivo. A maior valorização do sector pertenceu à EDP renováveis que suboi 1,92% para os 3,816 euros. A EDP energia, por seu lado, cresceu 0,86% para os 2,705 euros. No entanto a Galp energia foi uma das empresas que não permitiu um maior crescimento do PSI 20, já que caiu 0,42% para os 13,000 euros. A REN, no entanto, segurou-se no verde, subindo 1,65% para os 2,220 euros.

Nas telecomunicações, todas as empresas encerraram no verde, embora com ganhos não muito significativos. A Zon Multimédia, ainda no rescaldo da fusão da Optimus, subiu 0,68% para os 4,178 euros, enquanto a Sonaecom valorizou 0,17% para os 1,804 euros. Mais ambiciosa, a PT subiu 1,21% para os 2,850 euros.

Neste final de sessão destaque para a construtora Mota-engil., que teve a maior valorização do dia de 4,80% para os 2,730 euros. Nas retalhistas, a Sonae SGPS conseguiu crescer 1,85% para os 0,826 euros, enquanto a Jerónimo Martins caiu 0,34% para os 14,750 euros.

Numa análise mais geral Nuno Bárbara diz também que “a maioria das classes de activos de países emergentes, tem estado sob intensa pressão, desde que a Reserva Federal Norte Americana, em Junho, começou a passar a mensagem de que a redução do seu programa de compra de activos no mercado (e subsequente fim) estaria para breve” e acrescenta também que  “os mercados emergentes tem sido os mais afectados, pelo simples facto de que, desde a crise de 2008 terem sido beneficiados pelo fluxo de capitais provenientes dos países desenvolvidos, e que actualmente estão reverter de forma abrupta, devido ao aumento súbito e acentuado das taxas de juro nos Estados Unidos”.
 

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