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Bill Gross, um indicador “contrarian” nas obrigações?


2013 foi o pior ano dos últimos 20 para a PIMCO com o seu fundo estrela, o PIMCO Total Return a registar um record nos reembolsos, que foram superiores a 41 mil milhões de dólares. Bill Gross, co-fundador da gestora, revela quais são os contornos da sua estratégia a seguir este ano. Os títulos em “papel” com a duração entre 1 a 5 anos ou ainda as obrigações de 10 e 30 anos são alguns desses exemplos. Poderá Bill Gross ser visto como um indicador "contrarian"?

O jornalista Ben Eisen da publicação MarketWatch afirma que Gross se converteu em "contrarian", já que alguns players do mercado, como a Pioneer Investmens ou a BlackRock, começaram a fazer exatamente o contrário deste famoso guru das obrigações, ao aconselhar os seus clientes a saírem da dívida a curto e médio prazo ao acreditar firmemente que a promessa da FED de que irá manter as taxas de juro em níveis baixos. Estas gestoras baseiam-se na suposição de que a taxa fixada pela FED poderá bater as obrigações com durações médias, com base nas expectativas sobre o calendário da subida da taxa de juro pelo banco central. Em vez disso, Bill Gross disse explicitamente que a dívida de curta duração é a melhor forma de aliviar a sensibilidade da taxa de juro.

A questão é que, embora a redução dos estímulos esteja em marcha, está apenas no início e  será gradual e progressiva, enquanto a economia está a começar a mostrar sinais de crescimento. Portanto a grande questão é quanto tempo falta para a primeira subida da taxa de juro, que está congelada no mínimo histórico entre 0% e 0,25% desde 2008.  O  dilema será quando o preço de mercado atingir o valor da previsão, e nessa altura a FED terá de agir.

O diretor de estratégia da BlackRock para as obrigações, Jeffrey Rosenberg, perguntou recentemente numa entrevista qual será o tempo de previsão a longo prazo já que “é realmente chocante para a parte da curva dos 2 a 5 anos”. Para Rosenberg “se te escondes em estratégias de curto prazo, é melhor esconder-se em durações ultra curtas”. Na verdade, a BlackRock está a recomendar aos seus clientes que se afastem dos títulos de dívida com vencimentos entre dois  e cinco anos, e se concentrem em obrigações com vencimento inferior a dois anos e com maior prazo, como 10 ou 30 anos.

Num linha muito similar, o diretor de crédito norte-americano da Pioneer Investments, Michael Temple, prefere investir na parte curto e longa da curva seguindo um estratégia “barra”, evitando em todo o momento os vencimentos entre 3 e 7 anos. Nesse sentido, o especialista afirmou que não acredita que as perdas venham a ocorrer de novo, como nos últimos meses. Temple numa visita recente a Espanha, expressou o seu medo em colocar-se demasiado curto na duração, ao considerar que há quatro meses atrás já tinha vendido três quatros de todas as obrigações como reação ao tapering anunciado pela FED.

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