BCE baixa a taxa de referência para 0,25%


0,25%. Foi com este valor que Mario Draghi iniciou a conferência de imprensa sobre a última reunião do Banco Central Europeu. Na sua comunicação, o presidente do BCE justifica esta descida com um “antecipar de um prolongado período de baixa inflação na Zona Euro”. Em Portugal a taxa de inflação está em 0,1%. Já na Zona Euro o valor situou-se nos 0,7% no mês passado, segundo os dados do Eurostat.

Além desta descida, o BCE também desceu a taxa marginal de cedência de liquides de 1% para 0,75%. Já a taxa marginal de depósitos mantém-se 0%.

Tanguy Le Saout, Head of Europe de Fixed Income da Pioneer Investments afirma que a “decisão é inesperada por um sem número de razões. O Quantitive Easing da FED e a não diminuição da compra de ativos por parte do FED que complicou o trabalho do BCE. Também o reembolso do LTRO teve algum impacto, obrigando o BCE a escolher entre um novo LTRO ou um corte da taxa de referência.  O BCE escolheu o método mais eficiente, sendo ajudado pela inflação baixa

Azad Zangana, economista da Schroders, confirma que “o BCE surpreendeu o mercado ao cortar a taxa para 0,25%. O corte parece ser uma reação à estimativa inicial de inflação anual para outubro, que era muito menor do que o esperado. Embora os principais indicadores sugiram que a economia da Zona Euro está a recuperar, o BCE está claramente preocupado com o recente fortalecimento do euro”.

O corte na taxa de juro é um sinal claro ao mercado que o BCE gostaria de ter um Euro mais fraco, a fim de melhor refletir o estado da economia global da Zona Euro”, conclui o economista da Schroders.

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