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BBVA Research: “Crescimento estável no terceiro trimestre em Portugal”


O serviço de estudos do BBVA – BBVA Research – na sua última publicação sobre o mercado nacional  diz acreditar que o crescimento do PIB português foi estável no terceiro trimestre “apesar das algumas incertezas externas". 

No relatório assinado pelos especialistas Miguel Jiménez, Agustín García, Diego Torres, Massimo Trento e Josep Amer, é referido que o crescimento estimado do PIB português no terceiro trimestre do ano foi entre 0,4% e 0,5%. Para sustentar esta conclusão, os especialistas apontam “os indicadores de actividade e confiança que sugerem que a recuperação prosseguirá a um ritmo relativamente estável, sustentada por factores internos, principalmente o consumo privado, e também externo”.

Desemprego em queda... inflação a subir

Sobre a taxa de desemprego, o relatório do BBVA aponta para os 12,4% no final de agosto, o que representa uma descida de 1,2 pontos percentuais face ao mês homólogo de 2014. “A criação de emprego acelerou ligeiramente no 2T15 (1,7% a/a depois de 1,5% a/a), crescendo a um ritmo aproximado ao que se registou ao longo do ano de 2014”.

Já a inflação anual aumentou para 0,9%. O relatório da entidade aponta alguns factores para esta subida, como é o caso do “forte aumento das componentes subjacentes (1,2% a/a depois de 0,7% a/a em Agosto) e dos preços dos alimentos não transformados, o que mais que compensa a intensificação da quebra dos preços dos produtos energéticos. Os preços dos bens industriais não energéticos e dos serviços explicam quase completamente o incremento do índice subjacente, o que se deve sobretudo a um efeito de base dos transportes em setembro de 2014 e que reflecte, em parte, a solidez da procura interna”, segundo se pode ler no documento

Défice em agosto nos 2,3%

Nos primeiros oito meses do ano, o “deficit da Administração Pública situou-se em torno dos 2,3% do PIB, ou seja, quatro décimas menos que nos oito primeiros meses de 2014. Para esta descida, o BBVA aponta o “aumento das receitas fiscais (5,3%), conjugado com uma diminuição dos gastos (-0,3%) devido ao efeito base da suspensão dos cortes nos salários públicos, medida efectiva desde junho de 2014.

Ainda assim, a publicação realça o desempenho histórico dos últimos quatro meses do ano que “coloca em perigo não só as previsões oficiais para o deficit (Governo: 2,7%; BBVA: 2,6%) como também a saída do “procedimento de deficit excessivo”. Nesta perspetiva, o FMI prevê que o défice em Portugal seja de 3,1% no final do ano.

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