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BBVA diz que desaceleração está a abrandar e prevê queda de 0,7% do PIB em 2013


O BBVA agravou a estimativa para evolução da economia portuguesa no próximo ano, ano em que considera que o Orçamento de Estado já aprovado na generalidade, no Parlamento, será suficiente para cumprir as metas do défice, mas alerta para a concentração deste nas medidas de carácter fiscal e do impacto na actividade económica.

“As estimativas de curto prazo estão em linha com o nosso cenário macroeconómico, o qual antecipa uma contracção do PIB de 2,7% em 2012. [...] Para 2013 revimos em baixa a nossa previsão de -0,3% para -0,7%, devido ao impacto das novas medidas fiscais anunciadas recentemente e a um possível efeito de repercussão negativa da economia espanhola e do enquadramento global”, refere a equipa da BBVA Research, no Observatório Económico sobre Portugal, divulgado ontem. De um lado mais positivo, sublinha, poderá também “beneficiar de um clima melhor nos mercados financeiros e de menores tensões devido às medidas anunciadas recentemente pelo BCE”.

Em termos mais detalhados, a previsão avançada é da continuação de um contributo negativo da procura interna para o crescimento, com uma queda acentuada do consumo, sendo que “a maior contracção ocorrerá no investimento, tanto neste ano como no próximo”. Relativamente às exportações líquidas, a expectativa do BBVA é que “continuem a contribuir positivamente, ainda que a um ritmo mais lento”, tanto em 2012 como em 2013.

Analisando apenas os dados disponíveis sobre o terceiro trimestre deste ano considera que “os valores relativos à actividade apresentam uma perspectiva um pouco menos sombria, com a produção industrial a recuperar 2,3% t/t, enquanto as vendas a retalho também cresceram 1,5% t/t”. E, sublinha, “embora este desempenho seja provavelmente transitório e os factores da procura interna sejam bastante frágeis, estes dados sugerem que a contracção da actividade pode ter sido inferior à do segundo trimestre”. Para o período entre Junho e Setembro, a estimativa de contracção do PIB é de 0,5% t/t.

Quanto ao Orçamento de Estado para 2013, a equipa do BBVA Research acredita que “é suficiente para cumprir os objectivos, mas está fortemente concentrado no aumento da receita fiscal”. No Observatório Económico relembra a reacção negativa que tem havido ao OE 2013 e ainda que os dados disponíveis até Setembro sobre a execução orçamental “mostram uma melhoria em relação ao ano passado, mas que se deve principalmente à transferência do fundo de pensões da banca”.

Do lado da despesa, o BBVA salienta que a contenção “tem sido eficaz, mas foi ensombrada pela maior despesa com juros”, enquanto do lado da receita, a de impostos caiu, “reflectindo um impacto maior do que o esperado na actividade económica”.

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