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Banco de Portugal não chega a acordo para venda do Novo Banco


Depois de mais de um ano volvido desde a “derrocada” do Banco Espírito Santo, o prazo de final de agosto não foi cumprido no que toca ao anúncio por parte do Banco de Portugal (BdP) relativo ao nome do comprador da instituição financeira Novo Banco. 

Segundo o comunicado divulgado pelo regulador esta manhã, "terminou ontem o período de negociação com o potencial comprador que havia sido selecionado para a Fase IV do procedimento relativo à alienação do Novo Banco. Por não ter sido alcançado um acordo, o Banco de Portugal decidiu hoje terminar aquelas negociações e convidar para negociações, no âmbito da Fase IV, o potencial comprador que apresentou, na Fase anterior, a proposta qualificada em segundo lugar". 

Contrariando algumas das notícias desta manhã em que era referido que a proposta qualificada em segundo lugar pertencia ao fundo de investimento norte-americano Apollo, já detentor em Portugal da seguradora Tranquilidade, as notícias desta tarde, segundo distintos meios de comunicação e não fontes oficiais, aponta o Grupo Fosun como a entidade privilegiada para a próxima ronda de negociações.

O regulador sublinhava ainda, no comunicado desta manhã, que na ausência de acordo com a entidade que tivesse apresentado a dita 'proposta qualificada em segundo lugar', "a proposta entregue pelo terceiro potencial comprador (permanecia) integralmente válida". Neste momento, os papéis parecem ter-se invertido e não se excluindo o fundo de private equity da mesa de negociações, estas parecem estar a privilegiar os atuais donos da Fidelidade e Luz Saúde. 

De acordo com o publicado por vários meios de comunicação, a escolha pela Fosun e não Apollo para segundo candidato à compra do Novo Banco, teve que ver não com o preço - que ao que parece seria inferior à oferta do fundo norte-americano, em termos brutos, - mas sim com as condições contratuais previstas na oferta do Grupo liderado por Guo Guangchang

A proposta apresentada pela Fosun foi, portanto, considerada pela entidade liderada por Carlos Costa "a segunda melhor oferta em termos de preço líquido, isto é, depois de descontadas todas as garantias exigidas pelo conglomerado chinês", pode ler-se na notícia divulgada pelo Económico.

Recorde-se que a quarta fase do processo de venda do Novo Banco, que apresentou prejuízos de 251,9 milhões de euros no primeiro semestre, passa pela "pré-selecção de proposta(s), negociação (se aplicável) e decisão final", conforme definia o caderno de encargos da operação.
 
Desta forma, mantém-se em aberto - até 16 de setembro, data em que segundo noticia o Económico terminarão as negociações - a decisão final relativamente ao processo de alienação do Novo Banco. 

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