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Banco BPI: Recursos de clientes fora do balanço cresceram 8,2% no ano passado


O Banco BPI foi a primeira cotada do PSI-20 a apresentar os resultados relativos ao ano passado. Segundo o comunicado oficial publicado pela entidade através da CMVM, pode ver-se que no ano passado o lucro líquido consolidado ascendeu a 313,2 milhões de euros, mais 32,5% do que o valor atingido em 2015. De acordo com a nota oficial, o "contributo da actividade doméstica aumentou 58% (53.9 M.€) para 147 milhões de euros enquanto que o "contributo da actividade internacional aumentou 16% (+23.0 M.€) para 166.3 milhões de euros" ao longo do ano passado. Já a "rentabilidade dos capitais próprios consolidados (ROE) ascendeu a 13.4% em 2016 (10.4% em 2015)".

Incremento nos recursos de clientes fora do balanço

No comunicado é possível ver, também, que os recursos de clientes fora do balanço sofreram um aumento ao longo do ano passado. O incremento situou-se em 8,2%, tendo passado de 4.474 milhões em 2015 para 4.842,5 milhões de euros, no final do ano passado. Nesta rubrica, segundo o banco liderado por Fernando Ulrich, entram os Fundos de Investimento, os PPR e ainda os PPA.

Já os Seguros de Capitalização e os PPR (BPI Vida) seguiram em sentido contrário, ao decrescerem mais de 27% para um total superior a 4.249 milhões de euros. Aqui, as rubricas "seguros de capitalização unit linkeds" e os "seguros de capitalização aforro e outros" tiveram comportamento negativo, enquanto as "Unidades de Participação em fundos consolidados" aumentaram 10%, para quase 250 milhões de euros.

Comissões cresceram 1,5%

No decorrer do ano passado, as comissões líquidas aumentaram 3,7 milhões de euros, para um total de quase 260 milhões de euros. Em termos percentuais o crescimento foi de 1,5%, o que segundo o comunicado oficial foi "assente na progressão das comissões de banca comercial". De facto, o segmento de banca comercial foi o único a mostrar um comportamento positivo no que diz respeito às comissões líquidas, com um aumento de 3,7% para 221,7 milhões de euros. Nas outras rubricas - gestão de ativos e banca de investimento - o decréscimo nas comissões líquidas foi evidente.

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