Banco BIC Obrigações Global: um fundo de retorno absoluto de obrigações


O Banco BIC Obrigações Global foi lançado há cinco anos como um sub-fundo da Nevastar Finance, domiciliado no Luxemburgo. O alinhamento de interesses, a reputação da gestora independente assim como a senioridade e percurso profissional dos elementos que compõem a equipa de gestão estão na base, segundo contou à Funds People Manuel Vasconcelos (na foto), responsável pela área de mercado de capitais do Banco BIC, da criação do produto que pretende ser uma alternativa de investimento com exposição global a obrigações.

"Este foi o nosso primeiro fundo e, à semelhança dos que se seguiram - Banco BIC Tesouraria, Banco BIC Investimento, Banco BIC Brasil - quis primar pela atribuição do mandato de gestão a uma entidade externa e que revelasse capacidade de resposta para a necessidade de concepção de um fundo que respondesse à preocupação de liquidez dos nossos clientes e tirasse o melhor proveito possível das oportunidades do mercado obrigacionista", diz Manuel Vasconcelos. 

A entidade gestora do produto é a Nevastar finance, liderada por Ignace Rotman e Olivier Rouget, profissionais com "mais de 40 anos de experiência acumulada em mercados financeiros, a par com as maiores empresas do ramo tais como, a Goldman Sachs e McKinsey", sublinha o responsável da área de mercado de capitais do Banco BIC que, também, tem parte ativa na tomada de decisões de investimento por meio da participação nos comités de investimento periódicos, nos quais têm direito de veto.

O Banco BIC Obrigações Global define-se, assim, como um fundo de retorno absoluto de obrigações que aposta na qualidade de crédito (até 50% da carteira está em títulos investment grade) e num espectro alargado de emissões tanto corporativas como soberanas. Afirmando-se como "bondpickers convictos", Olivier Rouget explicou que é "através de uma análise fundamental disciplinada tanto interna como recorrendo a research externo que cumprem o seu objetivo de procura de alpha, investimento em títulos de forma selecionada e relativamente aos quais estejam realmente convencidos". Não seguindo nenhum benchmark específico, "o foco está em manter uma postura conservadora, preservando o capital e investindo em ativos líquidos", afirma o gestor. 

No final de outubro, a carteira do fundo somava 38 milhões de dólares e apresentava uma clara aposta no sector financeiro e empresas de consumo cíclico, subponderando títulos governamentais. Entre as cinco maiores posições encontravam-se emissões da Petrobrás, Marks & Spencer, Glencore Finance, Oi e Bank of Moscow. A duração média da carteira é um ano e meio, contribuindo para tal uma percentagem de 43,3% alocada em títulos com vencimentos entre 3-5 anos e 31,5% em obrigações de mais curto prazo. No que toca à qualidade de crédito, a notação BBB é aquela que se identifica com maior frequência entre as obrigações que compõem o Banco BIC Obrigações Global. 

Desde o seu lançamento, o produto nunca teve um ano negativo, tendo registado até à data uma rendibilidade anualizada de 3,99%. Em 2013, obteve um retorno de 3,84%. Com uma percentagem de 68% de meses positivos, o fundo tem estado quase sempre acima do seu valor de referência Libor 12 meses + 2%.  Inserindo-se no perfil moderado, o fundo regista uma volatilidade, nas últimas 52 semanas, no final de outubro, de 2,02%

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