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Baixa volatilidade é sinónimo de vulnerabilidade?


As ações  alcançaram valores record na semana passada. O índice Dow Jones Industrial Average subiu 0,97% para os 16,606, enquanto o S&P 500 avançou 1,59% para os 1,900. No seu último “Weekly Investment Comentary”, Russ Koesterich, diretor de estratégias de investimento da BlackRock, indica que as ações foram suportadas pela “estonteante” atividade na área das fusões e aquisições. 

As ações ao terem sido empurradas para valores record, os investidores parece terem esquecido alguns dados macroeconómicos mistos dos últimos tempos. “Não foram apenas as ações que avançaram. A volatilidade caiu para os níveis mais baixos do último ano”, indica o especialista, que deixa um aviso concreto. “A baixa volatilidade pode ter um lado negativo, na medida em que o mercado pode estar vulnerável a um deslize proveniente de factores externos – como é o caso das eleições na Europa ou na Ucrânia”. Cautelosa, a entidade indica que “enquanto continua a sobreponderar ações, fará o exercício de estar mais prudente no curto prazo, focando-se em áreas de mercado que ofereçam bons valores e proteção de queda”. 

Investidores despreocupados 

Apesar de alguns dados macroeconómicos, como as vendas de casas nos EUA, o Chicago Fed National Activity Index, ou o relatório German IFO, terem apresentados resultados aquém das expectativas, os investidores parecem ter ficado alheios a tais factores.

“Não só as ações continuaram a apresentar records, como a volatilidade continuou a sua tendência de queda”, relembra Russ Koesterich. “O ambiente "benigno" na área do crédito e as políticas ultra-acomodatícias sugerem que a volatilidade irá continuar baixa, mas a atual queda parece-nos excessiva”, infere o especialista, para quem “os investidores estão neste momento tão complacentes que qualquer choque inesperado, pode conduzir a uma correção”. 

Os vencedores do ano passado são os perdedores deste ano 

Este ano os sectores de mercado que estão a lutar mais pela sua performance, na generalidade, são aqueles que mais “corriam” em 2013: a biotecnologia, as empresas ligadas à internet e os retalhistas norte-americanos. O especialista isola o caso precisamente dos retalhistas. “O sector aumentou acentuadamente em 2013, na onda do recente otimismo relativo à economia”. No entanto, “o consumo norte-americano atualmente não está a acelerar tão rápido quanto o que era expectável”, remata. 

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